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ModaLisboa N.50 Dia 1

ModaLisboa Outono/Inverno 2018/19

Com mais uma edição da ModaLisboa a começar, é tempo de conhecer os artistas emergentes, os que desejam fazer a sua diferença na moda e mostrar que ainda há muito para inventar.
São jovens e desejam arrojar.
Em 50 edições e 25 anos de ModaLisboa, o que mais vamos descobrir, com esta plataforma?
GALERIA DIA 1 Esta temporada, o tempo foi de Federico Cina, Rita Sá, Inês Nunes do Valle, Filipe Augusto, “Opiar”, Federico Protto, “N’a Pas de Quoi” e Isidro Paiva.

Federico Cina, foi o primeiro a mostrar a sua arte.
Busca um sentimento de liberdade criativa, principalmente porque sente que por vezes não é entendido.
Num trabalho que por vezes é solitário, encontra a felicidade de criar e poder mostrar que o que faz é válido e vai de encontro aos seus sonhos.

Federico Cina, apresentou uma colecção oversized com peças confortáveis para a época do frio com pormenores que não havíamos ainda pensado.

O designer nasceu em Cesena, Itália, em 1994. A obsessão pela estética e especialmente pela moda tornou-se cada vez mais forte, tendo decidido formar-se em Design de Moda na Polimoda, em Florença.

Inês Nunes do Valle, foi a designer seguinte a apresentar a sua colecção.
Inês Nunes do ValleCresceu em Lisboa, junto de várias influências multidisciplinares, entre elas: a Publicidade, as Belas-Artes e acima de tudo, a Arquitectura. Todas estas artes a levaram a querer estudar moda, o que acabou por fazer pelas mãos da escola “Modatex”.

Na sua colecção, quis mostrar que a arte é algo muito complexo e que as justaposições são contínuas e por vezes estranhas e de difícil compreensão.
A absurdidade da obra “Untitled Joke” (Prince R., 1987) foi o ponto de partida para esta colecção.

Inês Nunes do Valle foi a vencedora deste ano, do prémio “The Feeting Room”.

Rita Sá, apresentou uma colecção a que deu o nome de “Telhados de Vidro”.
Todos conhecemos esta expressão popular que segundo a Designer, aborda o jogo das aparências e a necessidade de ostentação, bem como a consequente hipocrisia, de quem tudo faz para aparentar ser alguém que não é e ter algo que não tem.

Federico Protto e Rita Sá

Federico Protto e Rita Sá, distinguidos com menções honrosas.

São diversos os coordenados, com a enfatuação num azul que capta a nossa atenção e que remete precisamente para perguntas como, quererá ser visto, dar nas vistas ou ser simplesmente diferente?
Existe aqui uma dualidade entre os modelos apresentados, em que alguns aparentam uma segurança e despreocupação… outros a preocupação da aparência e do que possam pensar acerca deles.

Rita Sá, foi a vencedora do prémio “FashionClash” e recebeu uma menção honrosa, que lhe permite a entrada directa na plataforma “Sangue Novo” da edição da ModaLisboa (Primavera/Verão 2019), em Outubro de 2018.
A designer, nasceu em Barcelos, em 1996 e em 2011, iniciou a sua formação na área das Artes Visuais na sua cidade natal, tendo em 2014 ingressado no curso de Design de Moda na “ESAD”, em Matosinhos e terminado a sua licenciatura em Junho de 2017.

O designer que se seguiu a apresentar a sua colecção foi, Filipe Augusto.
A ideia que nos apresentou, foi totalmente contra a maioria da ideia de fazer uma colecção, com elações e um fio condutor.
Filipe AugustoO criador quis apresentar uma desformatação, mostrando coordenados aleatórios, que dão a sensação de individualidade, numa sociedade que inevitavelmente nos torna cópias e formatações, porque é com elas que se encontram a identificação. O Douro foi o seu tema de fundo.

Filipe Augusto ganhou o prémio ModaLisboa, desta temporada que comemora a sua 50ª edição.
O designer, nasceu em Peso da Régua e vive actualmente no Porto. Em Outubro de 2016, formou-se em Design de Moda, pelo “Modatex”, no Porto. Em Outubro do ano seguinte, apresentou a colecção “7 saias” na plataforma “Sangue Novo” da ModaLisboa, tendo recebido uma menção honrosa, que lhe deu a entrada directa no “Sangue Novo” desta edição “N.50”.

“Opiar”, é mais um projecto que pôde ser visto na plataforma “Sangue Novo” desta temporada de “ModaLisboa”.
Esta foi uma colecção que nos apresentou mais um dilema: ser, parecer, querer parecer, ou fazer parecer.
Esta mistura com coordenados mais românticos e mais desportivos, tenta desmistificar estes dilemas, tentando mostrar que, também eles podem ser um tabu, uma vez que todos pensam e poucos falam, e que a criatividade não tem em si encerrado um limite.

“Opiar”, são Vera Gomes e Artur Dias que têm como objectivo dar uma nova vida a peças de vestuário já existentes, através da utilização de acabamentos diferentes, novos volumes, formas ou materiais.
Não querem estar conotados com targets específicos, mostrando que se podem quebrar regras entre os sexos e as diversas idades, deitando por terra barreiras sociais, através de uma estética indefinida.

FEDERICO PROTTO Federico Protto, optou pela apresentação de uma colecção a que deu o nome de “Não Corpóreo”, inspirada na viagem à sua terra natal, Montevideo, no Uruguai, em Janeiro de 2016. Este regresso fê-lo sentir a necessidade de questionar a ideia de origem e destino.
A espiritualidade onde quer que se esteja está sempre presente e nesse sentido, Federico Protto, toca em temas e elementos omnipresentes e espirituais.

O designer, foi distinguido com uma menção honrosa, que lhe dá entrada directa na plataforma “Sangue Novo”, na edição da ModaLisboa Primavera/Verão 2019, em Outubro de 2018.
Federico Protto estudou na “University of Applied Arts”, em Viena, com os professores Bernhard Willhelm e Hussein Chalayan, tendo concluído a sua formação em 2017.
Trabalhou para Michael Sontag em Berlim, “Marques Almeida” em Londres, e Hildur Yeoman em Reykjavik.

A penúltima apresentação da plataforma “Sangue Novo” coube ao projecto “N’a Pas de Quoi”, da dupla de finalistas da licenciatura em Design de Moda da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, Andreia Miranda Pires e Beatriz Querido.

“Ophelia”, a colecção “cápsula” de womenswear, apresentada por esta dupla é inspirada numa das personagens femininas mais icónicas da História, uma das heroínas mais imortalizada em todas as áreas da criação.
Esta colecção “cápsula”, recupera esta personagem misteriosa, ruiva e misteriosa, enaltecendo o seu poder, o poder desta mulher difícil de decifrar.

ISIDRO PAIVA O encerramento dos desfiles da plataforma “Sangue Novo” coube a Isidro Paiva.
Natural de Portel, licenciou-se em 2009, em Pintura pela “Universidade de Évora” e frequentou o curso de Técnicas de Desenho de Vestuário, no “Modatex”, em Lisboa.
Em 2012, formou-se em Design de Calçado na “ESAD” de Matosinhos, tendo-se estreado em 2015 com a colecção ‘Maniac Shapes’ no “Concept Fashion Design”.

Nesta edição da ModaLisboa, apresentou a colecção, “Beauty of Misfit”, uma mistura de simples conceitos com o cachimbo produtor de nuvens, as nuvens, o corpo, cortinas e as molduras, tudo tendo como pano de fundo, a Grécia como sugestão.

Este ano, o júri que atribuiu os prémios à plataforma “Sangue Novo” foi constituído por Eduarda Abbondanza (Presidente da Associação ModaLisboa), Lidija Kolovrat (Designer de Moda), Paulo Macedo (Stylist), Miguel Flor (Director Criativo da Revista “Prinçipal”) e Myra Postolache (Fundadora da “TSCOF” Agency x New Talents).

Também neste primeiro dia foi possível assistir aos desfiles de Carolina Machado LAB, DuarteLAB, Aleksandar Protic e a terminar Morecco LAB.

Carolina Machado LAB, apresentou a colecção “Passionate” – uma história de amor”, e um desejo humano primário e inspiração para inúmeros artistas.
A Designer explorou, o simbolismo e a linguagem que se associam a este sentimento universal e como ele evoluiu através do tempo e espaço, usando tons como branco, preto, vermelho, fúcsia, taupe e materiais como, lã, algodão, viscose, vinil, nylon e pele sintética.

Duarte LAB, levou-nos numa viagem aos loucos anos 20, com “Prohibition”. Esta foi sem dúvida uma época de grande criatividade, onde também reinavam na América os gangsters que ficaram na história, muitas proibições e também transgressões.
O oversized e o fitted são um contraste que parece ter uma ligação perfeita, em tons como sangue de boi, verde-escuro, verde água, champanhe, cinzento, azul-marinho, tudo em tecidos muitos específicos e confortáveis a convidar esta época que nos traz os dias frios.

ALEKSANDAR PROTICAleksandar Protic, fez uma homenagem a Theda Bara – The Vamp, uma estrela femme fatale e uma das primeiras sex symbols do cinema mudo. Os papéis de Bara, deram-lhe a alcunha de “Vamp”, que logo se transformou num termo popular, para uma mulher com um ar predatório. Popularizou com a actriz francesa Musidora a personalidade vamp nos primeiros anos do cinema mudo e logo foi imitada pelas actrizes rivais tais como Nita Naldi e Pola Negri.

Numa colecção totalmente em negro, Aleksandar Protic homenageia uma diva, dos tempos em que a imagem era importantíssima, já que o cinema sonoro só apareceu muitos anos depois, que tinha uma imagem muito à frente do seu tempo, e totalmente actual para os dias de hoje.

A terminar o dia, Morecco LAB apresenta-nos uma festa… uma festa repleta de psicadelismo e de muita cor e divertimento.

Desta vez, o desfile foi outro. Um quadro ou melhor um “moodboard”, repleto de cor e geometrias.
Nesta estação, Morecco explora novos materiais e texturas, usando cores ácidas e novas inspirações que questionam, o que nos rodeia. O movimento do “moodboard” remete-nos para o que fazemos, quando observamos uma situação que noutras circunstâncias seriam naturais… aqui poderíamos fazer parte dele ou simplesmente observá-lo.
O designer voltou a apostar nos estampados e em peças bordadas à mão, lantejoulas e técnicas tradicionais.

Amanhã será o segundo dia de desfiles que começa com o projecto “AWAYTOMARS LAB”.

Para mais informações sobre a edição N.50 da ModaLisboa, ou para ver o que se passou no 1º dia, poderá visitar a página oficial do evento.

GALERIA DIA 1Fonte: Associação ModaLisboa / Jornal Dínamo
Fotos: Pedro Sousa Filipe

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