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Morreu Júlio Pomar

 1926-2018

Desapareceu um dos maiores vultos da cultura e da arte portuguesas, no entanto seria redutor dizer que Júlio Pomar era só de Portugal. Ele era um cidadão do mundo.

Júlio PomarCom reconhecimento internacional, Júlio Pomar realizou grandes exposições nas últimas décadas na Fundação Calouste Gulbenkian; Museu de Arte Contemporânea de Serralves; Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo; museus de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, entre outros.

Com obra consagrada, Júlio Pomar, pertenceu à 3ª geração de pintores modernistas portugueses, sendo autor de uma obra multifacetada, centrada na pintura, desenho, cerâmica e gravura. Foi também responsável, por importantes desenvolvimentos nos domínios da tridimensão (escultura, assemblage) e da escrita.

Em 2003, foi-lhe atribuído o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e no ano seguinte, o Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo apresenta uma vasta retrospectiva intitulada Pomar/Autobiografia, enquanto o Centro Cultural de Belém expõe a antologia “A Comédia Humana”, dedicada à obra das décadas mais recentes.

Entre os inúmeros textos que publicou ao longo dos anos, podem-se destacar os seus livros de ensaios sobre pintura: “Discours sur la Cécité des Peintres” (Editions de la Différence, Paris, 1985); “Da Cegueira dos Pintores” (Imprensa Nacional, 1986); “Então e a Pintura?” (D. Quixote, 2003). Para além destas obras, publicou igualmente, dois livros de poesia: “Alguns Eventos” (Pub. D. Quixote, 1992) e “TRATAdoDITOeFeito” (D. Quixote, 2003).

Foi no seu Atelier-Museu que o encontrámos em 2013, espaço aberto a todos e onde passava muito do seu tempo a criar e onde conhecemos a pessoa e algumas das suas obras.

Júlio Pomar, deixou-nos hoje aos 92 anos.

Fotos: Pedro Sousa Filipe

 

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