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Coliseu celebrou a diversidade e o encontro dos ritmos lusófonos

Em conversa com o Dínamo, Don Kikas confessou ver “neste momento uma nova abertura para a música africana em geral, mas especialmente para a angolana, por parte de mercados que se calhar há três anos nem sequer sabiam muito bem o que era Angola. Neste momento Angola está na moda e esses países querem também conhecer o que é a nossa cultura. Então um dos meus desejos – enquanto angolano e artista – é poder ver a música angolana bem representada nas montras do mundo inteiro, tal como já acontece com a música do Senegal, dos Camarões ou da África do Sul”.

Marcia Castro garante que “é aqui que a nossa cultura se encontra”

Do Brasil veio a cantora e instrumentista Marcia Castro para representar o seu país na 4ª edição do Festival Conexão Lusófona. Confessando que não sabia da existência deste evento, nem mesmo da organização responsável pelo mesmo, que é especializada em gerir os laços entre os países de língua portuguesa, a representante do Brasil considera a iniciativa “muito interessante”.

Marcia CastroHá muitos anos trilhando os caminhos da Música Popular Brasileira, esta baiana mostrou-se muito contente com a surpresa que teve ao ser convidada: “Para mim foi muito gratificante por poder cantar em Portugal, que é o lugar originário de tantas coisas, não só da minha música, mas também a nível pessoal, pelas minhas matrizes humanas. Para além disso foi uma surpresa muito boa ter sido convidada a participar de um festival que reúne artistas de diversas culturas, mas que tem uma linha que nos liga, que é a língua portuguesa. É muito rico sabermos que apesar das nossas distâncias geográficas, ao nos encontrarmos aqui com os nossos irmãos de língua percebermos os nossos parentescos, as nossas afinidades… é aqui que a nossa cultura se encontra!”.
Marcia Castro faz ainda questão de sublinhar que é uma cantora que só canta na sua língua, pelos simples facto de “gostar da língua portuguesa, da sua sonoridade, da poesia em português. Então é muito bom ver essa língua aí espalhada de outros jeitos, com outros sotaques… mas ainda assim em português”, confessa.
Por esta razão considera ser importante a existência de um projecto desta envergadura, que une todos por uma só língua em comum: “A partir da cultura nós podemos fortalecer laços afectivos, sociais e outros que ultrapassam a fronteira do cultural, do económico ou do político”.
Nesse sentido, Marcia Castro deixa um apelo: “Em virtude de serem apenas dez os países onde o português é língua oficial (Brasil, Moçambique, Angola, Portugal, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) é preciso que se criem formas de fortalecer essa comunidade. É a partir dessa empatia que vamos tendo uns pelos outros que vamos trabalhando não só em prol da cultura e da música, mas também tendo em vista outras formas de solidariedade entre as nações de língua portuguesa. Por tudo isto é muito importante que existam iniciativas como esta.”

[button-red url=”https://www.jornaldinamo.com/galeria-2015/iv-festival-conexao-lusofona/” target=”_blank” position=”center”]Fotorreportagem José Lorvão[/button-red]

Fonte: Jornal Dínamo / Cristina Alves
Fotos: José Lorvão

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