Sónia Adonis Jewellery
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“Extinct” by Moonspell

No vigésimo quinto dia do mês de Fevereiro de 2015, quando a Lua inaugura o seu período de quarto crescente, a lua de Artemis (deusa da mitologia grega da caça, das florestas e regiões selvagens) é o advento dos Moonspell, que em perfeita harmonia com o início do ciclo lunar do mês de Februus (deus da morte e da purificação na mitologia etrusca), decidem inaugurar um ciclo de 3 actos que se vão desenrolar no decorrer do presente mês e do próximo:

• A estreia do documentário “Road to Extinction” (25 e 26 de Fevereiro), que designei como Acto primeiro;

• O lançamento a 16 de Março, do 11º trabalho de originais da banda, “Extinct” como segundo Acto, sendo como tal o clímax, para os seguidores da banda;

• E o terceiro e último Acto, o início da “Road to Extinction Tour” que naturalmente terá o seu ponto alto com os concertos em Lisboa e no Porto a 27 e 28 de Março, respectivamente.

ACTO I – “Road to Extinction – From so Simple a Beginning…”

“Thus, from the war of nature, from famine and death, the most exalted object which we are capable of conceiving, namely, the production of the higher animals, directly follows. There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.”
Charles Darwin, Origin of Species

A premissa é a Extinção de Darwin, em a “Origem das Espécies”, que serve como base conceptual e inspiradora para o 11º trabalho de originais dos Moonspell. Esta que é a banda mais internacional portuguesa no espectro do heavy metal, nascida na Amadora, continua firme e reinventa-se, a cada edição, pautando os seus trabalhos com uma mística que intervala entre universo literário de Fernando Pessoa (Irreligious, 1996) lendas e mitos da mitologia lusitana (Wolfheart, 1995) ou o aclamada parceria com José Luís Peixoto, em “The Antidote” (2003), de onde nasceu um disco e um romance – “Dois Antídotos Para Um Mesmo Veneno”.
Desta vez, a banda decidiu subir a fasquia e aventurar-se no universo das ciências naturais e a partir do “Extinct”, nasce o documentário “Road to Extinction”, realizado por Victor Castro, que acompanhou a banda no processo criativo do trabalho deste novo álbum, produzido por Jens Bogren (Opeth, Katatonia, Amon Amarth).
Os fãs, a base e o fundamento para quem trabalha em música, são o suporte e o prémio merecido de meses de trabalho. É precisamente nesta íntima relação que os Moonspell estabeleceram desde o início da carreira, que nasceu o documentário “Road to Extinction”.

Road-to-ExtinctionDesta forma, a legião de seguidores foi convidada a assistir ao projecto embrionário da concepção do álbum, produção e finalização, apresentando a banda o seu trabalho quotidiano que se divide entre os estúdios “Inferno”, na Amadora e os estúdios “Fascination”, Suécia.
Quem fez a pré-compra da edição especial do álbum, teve direito a acesso gratuito para a antestreia do documentário «Road to Extinction» no Cinema São Jorge, em Lisboa, que se realizou ontem.
A espera prolongou-se um pouco além das 21H30 mas foi devidamente compensada com a humildade e excepcional boa educação do frontman da banda, Fernando Ribeiro, recebido com aplausos e que rapidamente se apressou a lamentar o atraso com uma habitual boa disposição.

Se esperamos ver algum glamour típico das bandas de rock and roll, rapidamente vemos que a vida dos Moonspell não são os hotéis, viagens em primeira classe ou motoristas com chauffeur. Aqui impera o trabalho, simplicidade e naturalidade de um grupo de amigos com mais de 20 anos de carreira que cozinham, deslocam-se em transportes públicos ou dividem apartamento por altura das gravações em estúdio e que lutam numa constante resiliência para deixar a sua marca no heavy metal mundial.

“Road to Extinction” e segundo palavras de Fernando Ribeiro foi realizado com três coisas essenciais interligadas:

Making of do Disco;

• Apresentação do quotidiano dos Moonspell;

• Validação científica numa clara associação à já referida Extinção de Charles Darwin – “Uma História de Amor Triste entre o Homem e as Espécies”.

Sob o ponto de vista conceptual e literário, os Moonspell foram beber do conhecimento de quem se dedica a este campo das ciências da Terra e da Vida, convidando o Professor Mário Cachão e Mário Francisco, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que ajudam a deslindar este conceito de extinção das espécies vivas e que serve como um processo de adaptação das mesmas aos processos mais severos das transformações ou in extremis à referida extinção das mesmas que dará lugar a outras espécies.

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