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ModaLisboa: 25 Anos A Marcar Tendências

ModaLisboa F/W 2016/17

ModaLisboa - KissA ModaLisboa 2016, no segundo dia de desfiles, apresentou as colecções de Olga Noronha, Ricardo Andrez, Rose Palhares, Christophe Sauvat, Pedro Pedro, Alexandra Moura, Carlos Gil, Morecco e Miguel Vieira.

O segundo dia da 25ª edição da Moda Lisboa, abriu com cor e uma inspiração trazida dos mares.
Olga Noronha, jovem estilista que começou a apresentar as suas criações de joalharia no evento há 4 anos com o Sangue Novo, propõe a colecção “β CREATURES”.
A criadora explica que a ideia começou com a “exploração dos pequenos peixes de aquário beta, peixes híbridos, machos de dimensões entre os 3 e os 4cm com caudas vaporosas que se assemelham a sedas”.
Olga Noronha trabalhou as caudas com padrões vivos e recorreu a peças de porcelana rígidas para dar estrutura às peças.
Tudo isto resultou num desfile de cores onde foi possível ver materiais como a folha de ouro, madrepérola, corais, pele de bacalhau, pele de salmão curtida ou pérolas de água doce.
Feita em tempo record, esta colecção é para Olga Noronha um enorme “Kiss” para a Moda Lisboa que lhe permitiu “estabelecer uma plataforma em Portugal, mas também no estrangeiro para continuar a sua actividade, proporcionando ainda um palco onde apresentar as colecções de 6 em 6 meses”.

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E enquanto o glamour e o estilo desfilam na passerelle, nos bastidores a azáfama mantém-se até ao fechar do pano.
Numa parceria que dura desde a primeira edição, Antónia Rosa é a maquilhadora por onde passam as dezenas de modelos que vestem as colecções apresentadas na Moda Lisboa. Antónia Rosa afirma que acaba por ser fácil trabalhar com os designers, porque “eles são os mesmos ano após ano, o que facilita o conhecimento mútuo sobre o que cada um quer transmitir e de que forma a maquilhagem se pode tornar uma parte do todo no desfile”.
Ao longo de 25 anos de parceria, a maquilhadora refere que os estilistas “quando pensam na maquilhagem, já sabem qual o estilo da maquilhadora e ao pensar na ‘Mulher’ que idealizam já põem um pouco de mim também nessa criação”.

Do estilo streetwear de Ricardo Andrez à estreia da angolana Rose Palhares na plataforma LAB da ModaLisboa, passando pelos toques étnicos de Christophe Sauvat e as assimetrias propostas por Pedro Pedro, foram muitas as cores e padrões que desfilaram com misturas de materiais que transmitem elegância e conforto para a próxima estação Outono/Inverno.

Alexandra Moura

Alexandra Moura voltou, também, à ModaLisboa para trazer uma colecção que já apresentou em Londres e Paris e que se baseia no indivíduo transgénero, que “vive numa guerra misógina”. Para a estilista é o desenrolar de “um conceito pensado há muito tempo que explora a sensibilidade e espiritualidade inspiradas nas minhas personagens preferidas como o Anohni”.
Alexandra Moura traz à colecção Outono/Inverno de 2016 outras épocas e muitos detalhes de uma silhueta mais clássica que foi muito bem recebida.

Carlos Gil, também sempre muito acarinhado no palco da ModaLisboa, trouxe uma “mulher que procura a elegância, a sedução, que procura ser discreta, mas que sabe bem a sua posição. Uma mulher que quer qualidade, conforto e equilíbrio da imagem sem descurar os pormenores”, caracteriza o estilista.
A colecção “Ecletic” explora tons neutros, com destaque para o preto, os tons terra pincelados de alguns apontamentos em verde e azul, com muitas transparências e alguns brilhos. Uma colecção confortável para o dia-a-dia, mas sempre com muita elegância.
Carlos Gil, olha para a evolução da ModaLisboa como o resultado “do trabalho de uma equipa com muita alma e com muito amor”.
O criador considera que “estamos a dar os passos certos para a internacionalização das marcas portuguesas para sermos reconhecidos no estrangeiro e, com a ajuda da ModaLisboa, divulgar o trabalho dos jovens talentos que se mostram como pessoas de grande coragem e mérito”.

Miguel VieiraUm desfile sempre muito aguardado, é o de Miguel Vieira que encerrou a noite com uma colecção em que o designer explorou de forma única a cor, tentando fugir ao típico preto e branco.
Explorando uma paleta completa, a colecção “Cor” apresenta modelos vestidas de uma única cor como forma de “transmitir emoções às pessoas de forma mais intensa”, refere Miguel Vieira que acrescenta que a “ideia é que o público reaja a cada uma das cores para sentirem afectos”.
Recorrendo a materiais nobres das grandes casas de lanifícios italianas, a grande aposta recai na caxemira e puras lãs, com alguns toques mais modernos de neoprenes misturados com um ar de classe e distinção muito clean.
A grande sensação desta colecção, acabaram por ser os sapatos revestidos a pêlo que Miguel Vieira garante “fazer as delícias das mulheres e que exigiu um processo moroso para encontrar a técnica que permitisse este revestimento que tanto sucesso tem feito”.

Como estilista “must have” da ModaLisboa, Miguel Vieira congratula-se com os 25 anos do evento que vê como um caminho recheado de “muitas etapas, muitas apresentações, muitos desfiles e, sobretudo, todo o carinho que a ModaLisboa sempre teve pelos designers portugueses. “Kiss” é, sem dúvida, o melhor tema pelos beijos lançados a toda a nova geração de designers portugueses pela ModaLisboa que tem tido um papel fundamental na sua divulgação e no incentivo ao aparecimento de novas ideias e novas criações”.

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Fonte: Raquel Moreira. Fotos: Ana Grangeia Neves.

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