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RiR Live Report – Dia 27 de Maio

Rock in Rio Lisboa 2016

[button-red url=”https://www.jornaldinamo.com/galeria-2016-jornal-dinamo/rock-in-rio-2016-dia-3/” target=”_blank” position=”right”]Fotorreportagem[/button-red]No segundo acto da edição de 2016 do Rock in Rio Lisboa, o Parque da Bela Vista transformou a noite de 27 de Maio, num cenário mais negro e vampírico, para acolher as sonoridades do hard rock e do nu metal protagonizados pelos Rival Sons, Korn e Hollywood Vampire.

A chuva ameaçou e não perdoou, os aguaceiros fizeram companhia às mais de 56 mil pessoas que estiveram presentes no Parque da Bela Vista e o frio instalou-se também para cavalgar o Rock in Rio pela noite a dentro.

Rival Sons – fiéis seguidores dos Zeppelin

ROCKINRIO 3ºDia-17sPelas 20H30, subiram ao Palco Mundo os californianos Rival Sons, nesta que é a sua estreia em solo nacional, trazendo na bagagem quatro trabalhos de estúdio e uma base de fãs a aumentar em Portugal.

Originários de Long Beach, são resultado do que restou dos Black Summer Crush. Tendo aberto concertos para bandas como Evanescence, apresentam-se na Bela Vista para enfrentar um público exigente e atento às sonoridades do rock and roll.
A abrir o concerto, “Electric Man” do quarto trabalho de originais, Great Western Valkyrie, editado em 2014, que mistura sonoridades do blues e hard rock, dignos de serem catalogados de fiéis seguidores dos Led Zeppelin.

Recebidos pelo público com entusiasmo inicial q.b., mas que gradualmente cresceu à medida que canções como “Secret” e “Pressure and Time” iam sendo desbravadas, a banda pontuou positivamente junto dos presentes, que estavam francamente surpreendidos com a presença em palco do carismático vocalista, Jay Buchanan.

ROCKINRIO 3ºDia-13sAo longo de uma hora de concerto, os Rival Sons, catalisaram as suas energias para a promoção de Great Western Valkyrie, que foi gradualmente aglomerando público em torno do Palco Mundo, mostrando-se ser uma banda comunicadora com os presentes e brindando os mesmos com alguns solos de guitarras que são sempre bastante apreciados pelos amantes do rock.

Como é de se esperar as recepções às bandas que abrem o palco principal do Rock in Rio padecem sempre da norma instituída num evento desta magnitude (e com gigantes do rock como cabeça de cartaz), de bandas de aquecimento para um público sedento dos gigantes das sonoridades mais pesadas.
Não obstante, os Rival Sons foram donos e senhores de uma prestação bastante entusiasta no Parque da Bela Vista, deixando o público presente satisfeito e com a certeza de que em breve estarão novamente em Portugal para um concerto em nome próprio.

KORN – um parto difícil

Uma das bandas mais aguardadas da noite, foram os Korn.
Pais e fundadores do sub género nu metal, alcançaram o sucesso à escala mundial na segunda metade da década de 90, estendido até à actualidade onde ainda recrutam novos seguidores, reunindo em Portugal, a par do Slipknot e Limp Bizkit, uma sólida base de fãs que acorreram à Bela Vista para uma descarga de energia bem “dark” e muita adrenalina.

KornA banda norte-americana tem sido presença assídua em Portugal e são conhecidos por dar concertos musculados e electrizantes, sendo já uns repetentes no Rock in Rio. A multidão de presentes, estava a comungar de um espírito que iria colidir, como já é habitual, em mochada e hinos da banda a serem gritados pelo público em tom de palavras de ordem.

Infelizmente a sorte não estava a abonar a banda nem o público, tendo que se render aos factos e dar por encerrado um concerto que durou pouco mais de 20 minutos. Foi como retirar um doce da boca de uma criança, considerando que milhares de fãs estavam no Parque da Bela Vista para assistir ao concerto, destes que são considerados um dos super grupos do género e que são bastante acarinhados pela vasta legião de fãs portugueses.

Se no início do concerto, parecia ser um filho tirado a ferros, com duas interrupções do tema de apresentação “Blind”, que levaria os presentes a aguardar mais de uma hora para a resolução dos problemas técnicos… à terceira não foi de vez… não estando reunidas as condições para prosseguir com a actuação, que contou apenas com um alinhamento redefinido e encurtado, onde foram tocadas as “Right Now”, como segunda canção do alinhamento.

KornComo é apanágio da banda, os decibéis foram levados aos extremos.
Ainda que se notasse que o som já não era tão pujante, agarraram em “Somebody, Somebody” e “Following Away From Me”.

Houve ainda tempo para Jonhatan Davis, deambular pelo Palco Mundo e mostrar, os seus dotes com a gaita-de-foles e assim introduzir “Shoot and Ladders”, acompanhada de uma percussão potente e claramente recebida de forma enfática por um público já rendido ao simpático moche.
A desilusão acabaria por tomar conta da assistência com a terceira interrupção que encerrou por definitivo a actuação dos Korn na edição do RiR 2016.

Tanto a organização do RiR como a banda, lamentaram o sucedido. Ao que tudo indica os problemas estavam associados ao equipamento da banda.
Espera-se que os KORN, regressem a Portugal para compensar uma noite que acabaria por ser uma eterna frustração.

Hollywood Vampires – Do receio à Old School do Rock&Roll

Os anos 70, foram ricos em grupos e artistas do género que floresciam no seio da indústria musical, apelando a uma nova visão e percepção da música e dos conceitos que borbulhavam pelos EUA e Europa.

Vale a pena perceber que a história do super grupo formado por Alice Cooper, Joe Perry (Aerosmith), Johnny Depp, Tommy Henriksen, Duff McKagan (Guns N’Roses), tem um cariz quase filosófico e comunhão de um ideário que acondimentava-se com muita bebida no Rainbow Bar em Los Angels, como o próprio Cooper afirmava, “trocar uma ideias e jogar conversa fora”.

HOLLYWOOD VAMPIRES

O super grupo nasce numa espécie de homenagem a outros tantos artistas que pertenceram ao clube como Lennon ou David Bowie, resultando da reunião um álbum de covers de temas que nada mais é do que uma grande Bíblia que percorre os grandes temas das décadas de glória do rock.
Agarradas ao palco estavam uma vasta legião de fãs do sexo feminino que suspiravam pela super estrela do cinema Johnny Depp, que com 51 anos continua a dilacerar corações, com os seus jeitos e trejeitos mais ou menos alucinantes mas que causam furor, entre as milhares de mulheres e “catraias”.

Uma atitude que respeita o ADN do rock puro e duro, foi assim que o lendário Alice Cooper e companhia se apresentaram no Rock in Rio, com uma actuação teatral, cheia de energia e carregada de canções épicas como, “Raise the Dead” dos Raign e outros tantos temas emblemáticos do rock como “Cold Turkey” de John Lennon, ou “Ace of Spades” dos Motorhead.

 

Ouvir ‘Whole Lotta Love’

 

Para o encore, “Train Kept Rolling” dos Aerosmith e “School’s Out/The Wall”, respectivamente de Alice Cooper e Pink Floyd.

No final da actuação, uma selfie da família portuguesa dos amantes do rock, com a banda. Pelo público o comentário geral era unânime, uma boa lição com os mestres do rock, mas o sangue derramado por estes vampiros veteranos não foi suficiente para consolar a frustração dos KORN.

[button-red url=”https://www.jornaldinamo.com/galeria-2016-jornal-dinamo/rock-in-rio-2016-dia-3/” target=”_blank” position=”center”]Fotorreportagem[/button-red]

Fotos: Liliana Moreira

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