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Ricardo Oliveira, Artista

Ricardo OliveiraJ.D. – Estas músicas são de outro tempo, de outra geração, mas não são do teu tempo. Como é que as vês e as sentes?

R.O. – Aí está a grande pergunta. Elas não são do meu tempo, mas acabam por sê-lo, por uma razão. Como eu comecei a tocar com a banda do meu pai, todas estas músicas que estão no álbum eu já as cantei. Aliás um dos grandes cantores favoritos é o Paulo de Carvalho. Eu gosto até de contar uma história que considero muito engraçada: os meus pais queriam ir ao cinema e eu não os queria deixar ir… era pequenino e claro fazia umas birrazinhas e choramingava e o meu pai agarrava numas cassetes que se usavam na altura e metia-me a ouvir Paulo de Carvalho, eu ficava sossegadinho e todo feliz e aí lá conseguiam ir ao cinema (risos). Isto para dizer, que estou habituado a ouvir este tipo de música há mais de 20 anos. Daí esta ser uma música com a qual me identifico. Estas músicas são também intemporais, porque são hits e ficaram na memória de todas as pessoas. São músicas com letras lindíssimas e que emocionam e que são cantadas na linda língua que é a portuguesa.
Claro que estas músicas têm um arranjo diferente, mais ao estilo Sinatra, Bublé, faz lembrar um pouco a Broadway. Penso que estas músicas acabaram por crescer ainda um pouco mais na minha opinião e acho que a Blim Records, fez um excelente trabalho e a nível de promoção a Universal está igualmente bem.

J.D. – De todas as músicas do álbum, há alguma que toque mais perto as tuas emoções?

R.O. – Eu gosto de todas as músicas, acho que a música “O Vento Mudou” ficou muito boa, em relação ao estilo que se cantava na altura. Eu identifico-me mais com baladas, o “Adeus Tristeza”, “No Teu Poema”. O “Só Nós Dois”, tem uma versão só com piano que está lindíssima e não fazia sentido estar a fazer uma versão igual ao Tony de Matos, porque ele cantava de uma forma única, com muitas características na sua voz e que era logo identificável.
O que eu gostaria era que as pessoas me ouvissem e me identificassem logo pela minha voz. Acima de tudo sinto uma grande responsabilidade, ainda mais porque estou a cantar músicas muito conhecidas e de grandes artistas portugueses. Por exemplo, ao cantar a música “Flor sem Tempo”, do Paulo de Carvalho, podia ser genial ou simplesmente estragar a música e portanto foi uma enorme responsabilidade.

J.D. – Sentes que a música pode ser uma “arma” poderosa de comunicação?

R.O. – Sem dúvida, a música tem essa facilidade. Se conseguirmos transmitir exactamente aquilo que a música quer dizer, isso vai fazer lembrar e relembrar algumas das histórias da vida de cada um de nós. A música tem esse dom de fazer as pessoas se reverem nas músicas. Pessoas que têm dificuldade em dizer em palavras o que sentem, conseguem fazê-lo através da música. O meu grande objectivo é que para além desse reconhecimento nas músicas, que também se consigam rever em mim, na minha forma de dizer as palavras e na minha forma de cantar.

J.D. – O que é que sentes quando estás em cima de um palco? Existe algum ritual que faças antes das tuas actuações?

R.O. – Não faço nada de especial. A única coisa que faço, é mesmo agradecer a Deus a possibilidade de realizar mais uma actuação e de eu poder ter o prazer de pisar um palco e mostrar às pessoas, aquilo que eu mais gosto de fazer. Não sou muito supersticioso. Sou uma pessoa que vive o mesmo, e acho mesmo que deveríamos ser todos assim. As coisas boas devem ser aproveitadas no momento, porque não duram para sempre.
Estar em cima de um palco, para responder à outra parte da pergunta, para mim é tudo. Para mim é mais complicado cantar para duas ou três pessoas do que para três ou quatro mil pessoas, no entanto o prazer é o mesmo, o coração bate forte, as mãos tremem de emoção, porque é aquilo que se quer muito.
Um dos meus grandes sonhos é cantar no Coliseu. Eu acredito que lá chegarei … mas tudo com o seu tempo e sempre dando um passo de cada vez, degrau a degrau, porque a sensação de vencer e de conseguir é muito maior. Eu quero esforçar-me para que as minhas qualidades artísticas sejam reconhecidas.

J.D. – E já que falamos em actuações. Por onde vais andar a mostrar “O Vento Mudou”?

R.O. – Vai haver uma pequena apresentação do álbum na FNAC, aí para meio do mês de Março, onde devo tocar aí umas duas, três músicas. Em termos de Concertos ainda não estou bem por dentro da agenda, porque ainda estou a trabalhar na parte da promoção, mas penso que em breve as datas e os sítios estarão disponíveis. O que posso dizer é que o feedback no Facebook tem sido fantástico, o que é um bom presságio. As músicas estão no Itunes, e há pessoas que têm comprado as músicas por este meio.

Ricardo OliveiraJ.D. – Por onde gostarias que os ventos te levassem?

R.O. – Eu gostava que os ventos me levassem ao Coliseu e não só, mas principalmente gostava que me dessem a vida que eu sempre quis. Gostaria de ser um dos melhores artistas a nível nacional. Sei que é ambicioso este meu sonho, mas só Deus é que sabe… vamos ver por onde as coisas flúem.

J.D. – A terminar, gostaria de te pedir, como já é habitual fazer, que deixasses um pensamento, uma frase, uma mensagem, a todos aqueles que venham a ler esta entrevista?

R.O. – A mensagem que eu quero deixar é um agradecimento a todos os que me têm apoiado e mais uma vez frisar aquilo que costumo dizer que é “sem vocês isto não seria possível”, por isso quero continuar a agradecer sempre esse apoio grande que tenho tido até agora.

O Jornal DÍNAMO®, agradece a disponibilidade do Artista Ricardo Oliveira, e da Universal Music Portugal para a realização desta entrevista e deseja as maiores felicidades para a sua carreira.

Fonte: Jornal DÍNAMO®
Fotos: Universal Music Portugal

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