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Ano Novo, Cinema na Mesma

Volto à carga, depois de muito meditar sobre o que escrevi na minha primeira crónica para o Jornal Dínamo®, pensei, meditei, pesquisei, e concluo que nada mudou!
Entretanto novidades, poucas, além de ter surgido há já algum tempo a tão esperada Academia Portuguesa de Cinema, eis que surge a Casa do Cinema

António Costa inaugura Casa do Cinema

António Costa inaugura Casa do Cinema

Mas tanto uma como outra, ambas as organizações situam-se na grande metrópole, Lisboa, não estou a dizer que é mau, mas não existia outra forma de serem formadas a não ser na capital portuguesa?
Faz-me pensar e questionar. Serão organizações que poderão beneficiar o cinema português? E aqueles que estão fora destes círculos o que fazem? Nada, simplesmente nada, o acesso ao cinema, à produção é limitado. Não pensamos num todo, mas num local, num regional, num grupo, numa elite, e porque será que tem de ser assim?!
Porque sempre foi assim, e mudar mentalidades é um esforço colossal que não interessa a ninguém. 

Não estou a dizer que em todas as regiões deveria existir algo parecido, mas se vivemos numa região fora do circuito urbano, estamos condenados à indiferença e ao esquecimento, aliás nem sequer és conhecido pelo teu trabalho, pois ficas conotado como cineasta amador ou outra coisa muito pior.

A cultura deveria ser mais abrangente, o cinema enquanto linguagem cultural deveria estar na frente deste pelotão desalinhado de ideias e concepções, para quem vive na província a sentença é a indiferença.

Portugal tão pequeno e cheio de desalinhamentos, o cinema necessita com urgência de uma revolução. Questiono, para que serve uma agência da curta-metragem, uma casa do cinema, uma academia, etc, etc…
Mesmo que os filmes sejam seleccionados para aqui e para ali tanto no âmbito dos festivais nacionais, como internacionais, nada muda. Tudo na mesma, porquê?
Porque não pertences aos grupos e às elites. Não és conhecido e ninguém te quer conhecer. És simplesmente ignorado. Estranha forma de elevar e fomentar a produção de cinema nacional.

O mais gritante para além destas deduções nacionais, serão as deduções a nível regional. Nem mesmo a este nível as coisas mudam. Tudo igual. É uma premissa viciosa que não poderemos continuar a colocar tudo no mesmo saco, existe espaço para todos.
Não quero gerar a discórdia, sei que este segmento da cultura portuguesa gera imensa discussão. Mas que raio, se todos trabalhamos para o mesmo lado, neste caso o Cinema, qual a razão destas discussões, e destes distanciamentos entre um e outro cineasta?
Portugal precisa de mais cinema, de mais cineastas, actores, técnicos, mais filmes e não da desordem e da discórdia. Filmes menores, maiores, bons e maus, curtas, longas, animação, documentários… tudo em sintonia e em benefício do cinema português.
Mas isto sou eu que não tenho cura enquanto apologista do Cinema Português num todo, é caso para dizer, câmara, som, claquete, acção… 

Foto: CML

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