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José Fonseca e Costa (1933-2015)

A Cultura ficou hoje mais pobre com o desaparecimento do Cineasta José Fonseca e Costa, uma referência num género muito próprio.

Um contador de histórias nato, conta na sua obra com filmes como “Kilas, o Mau da Fita” de 1981, “Sem Sombra de Pecado” do ano de 1983 ou “Balada da Praia dos Cães” de 1986, sendo este uma adaptação a um romance de José Cardoso Pires.
Na sua obra é também importante não esquecer, o filme “Cinco Dias, Cinco Noites”, realizado 10 anos mais tarde em 1996, uma adaptação da novela de Manuel Tiago (pseudónimo de Álvaro Cunhal).

Jose-Fonseca-CostaJosé Fonseca e Costa, nasceu em Angola, tendo-se mudado para Portugal (Lisboa), em 1945. Entre 1951 e 1955, frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Quando foi fundada a Rádio e Televisão de Portugal, em 1958, concorreu a uma vaga como assistente de realização, tendo ficado classificado em primeiro lugar, mas impedido de entrar na empresa, por interferência da PIDE.

Em 1960 é-lhe recusada uma bolsa de estudo, solicitada ao Fundo do Cinema Nacional, para estudar cinema no Reino Unido, tendo pouco depois, sido detido, por participação em acções contra o Estado Novo.
Em 1961 fixou-se em Itália, onde foi assistente estagiário de Michelangelo Antonioni, na longa-metragem “L’Eclisse”.

Mas não foi só como Realizador, que José Fonseca e Costa se destacou.

Fonseca e Costa foi dirigente do Centro Português de Cinema, da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais e presidente do Conselho de Administração da Tobis Portuguesa, entre 1992 e 1996, tendo sido eleito para o Conselho de Opinião da RTP, em 2000.

O seu percurso inclui também o teatro, onde encenou em 2012 “O Libertino”, no Teatro da Trindade, em Lisboa, peça protagonizada por José Raposo, Maria João Abreu, Custódia Gallego e Filomena Cautela.

José Fonseca e Costa deixa-nos hoje aos 82 anos vítima de pneumonia, na sequência de uma leucemia.

Apesar de bastante debilitado, continuava a trabalhar, tendo deixado por concluir um novo filme, com o nome “Axilas”, uma adaptação a um conto do escritor brasileiro Rubem Fonseca, com argumento de Mário Botequilha.

A Cultura e a 7ª Arte ficaram mais pobres hoje, ficando para o espólio do cinema português, a obra de um dos homens que marcou os anos 80 dos séc. XX pela diferença, pelo que fez pelo cinema independente, pela genuinidade que colocava nos seus filmes e pela lealdade às suas convicções.

Foto: extraída do vídeo abaixo.

Excerto do Programa da RTP “José Fonseca e Costa. A Descoberta da Vida. Da Luz… e da Liberdade Também” com guião e entrevista de Diana Andringa.
RTP, 1996.

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