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“Quinze Pontos na Alma”

Antestreia

| O Cinema S. Jorge iluminou-se a aperaltou-se para receber a antestreia da primeira longa metragem portuguesa do argumentista e realizador Vicente Alves do Ó, “Quinze Pontos na Alma”, uma produção da Ukbar Filmes, produtora criada em 2009 por Pablo Iraola e Pandora da Cunha Telles que produziu obras como “Maria e as Outras”, “Kiss Me”,  “Mistério da Estrada de Sintra” “Terra Sonâmbula”, e a mini-série “República”, protagonizada por Joaquim de Almeida que obteve quase um milhão de espectadores. A Zon Lusomundo é a distribuidora desta nova produção nacional.

Rita Loureiro, João Reis, Marcelo Urgeghe, Dalila Carmo, Carmen Santos, Ivo Canelas, Júlia Correia-Lagos, Rui Morisson, Ricardo Silva, Miguel Ferreira, Ana Lúcia Palminha, Cristina Vilhena, Filipe Vargas, Ana Moreira e Luís Lucas, são os actores que dão vida às personagens imaginadas por Vicente Alves do Ó, e que chega agora às salas de cinema portuguesas.

 

 

“Quinze Pontos na Alma” começa com uma cena em Lisboa ao princípio da noite, num dia igual a tantos outros. Vê-se uma mulher de nome Simone que sai do trabalho atrasada para uma festa. Tem vinte minutos para chegar a Oeiras, mas assim que entra no Viaduto Duarte Pacheco, vive um estranho acontecimento que irá mudar a sua vida para sempre. Um homem de trinta anos, Guilherme, está pronto a saltar. Simone sai do carro e aproxima-se tentando salvá-lo. Qualquer coisa os une. Um beijo. Simone abre os olhos mas já não o vê. Ficou com o último beijo deste homem que agora quer conhecer.

Este é o ponto de partida para a trama que se vai desenrolando, de uma forma simples, mas complexa com pormenores muito fortes em termos de estética e do guarda-roupa, que nos remete para um filme de época transposto para os dias de hoje.

Antes porém de entramos para a sala de cinema para assistir ao filme “Quinze Pontos na Alma”, quisemos saber quais as expectativas de alguns dos actores e do realizador, que irão assistir ao filme pela primeira vez numa sala de cinema.

Quisemos começar por Miguel Ferreira, o actor mais misterioso do filme, cuja aparição se foca no princípio do filme. “Esta é a primeira vez que participo num filme. As minhas anteriores experiências foram em novelas e teatro. Aqui há algo engraçado no facto de eu fazer uma pequena aparição no princípio, mas depois o filme rodar todo em torno da minha personagem. Imagino que já se percebeu que eu sou o homem que se atira do viaduto abaixo. Estou super entusiasmado, porque primeiro acredito muito no Vicente Alves do Ó e no seu trabalho, e porque acredito que o filme está mesmo muito bom. Há uns meses atrás fui fazer a locução de algumas cenas e tive oportunidade de ver já uma parte do filme montado e está muito diferente do que estamos habituados a ver no cinema português. É um filme muito dinâmico com uma grande qualidade de imagem, com um grande e maravilhoso sentido estético e por isso estou muito expectante”.

João ReisA seguir falámos com o actor João Reis que se mostrou muito feliz por ter participado nesta longa-metragem de Vicente Alves do Ó. “A direcção de fotografia e o trabalho da equipa foi extraordinário, durante a rodagem do filme e claro que agora estou com um apetite ainda maior para o ver, uma vez que já passou muito tempo. Não estou tão nervoso como quando estou em cena, estou acima de tudo muito curioso. O filme tem qualidades para merecer uma estreia digna desse nome. Sabemos que muitas vezes não é fácil estrear um filme em Portugal, pois muitos acabam por ficar na prateleira, mas tinha muita esperança que este filme estreasse, pelas suas qualidades, pelo elenco, pela história e por ser a primeira obra de um realizador português, que merece sem dúvida esta estreia. E finalmente aí está o filme. Fazer esta personagem foi um bom desafio. Eu faço cinema muito pontualmente e gosto imenso de o fazer e por isso fiquei imensamente grato e reconhecido pelo convite do Vicente Alves do Ó e agora espero que o filme seja um sucesso”.

Rita Loureiro, a actriz que personifica Simone, a personagem, sob a qual se centra o filme, sentiu que a mesma se colou muito bem a si própria. “Este filme é acima de tudo diferente em termos de história e sobretudo de estética que é muito específica, onde existe muito glamour, muito luxo, e muita classe. Quanto à história ela é muito focada numa mulher, que no caso sou eu e que me deu muito prazer fazer. Rita LoureiroGostei muito desta personagem, ela sem dúvida entrou-me na pele durante a rodagem e foi muito interessante porque ela exigiu um under acting muito grande, o qual não é muito comum abordar desta forma no cinema português e isso foi um enorme desafio para mim e claro sinto-me muito satisfeita com o resultado”.

A actriz Carmen Santos que dispensa apresentações é mais uma das intervenientes em “Quinze Pontos na Alma”, e considera igualmente que foi um grande desafio encarnar a sua personagem. “Todas as obras são um desafio, nunca se parte para as coisas, sem um certo sobressalto, mas sem dúvida esta foi um grande desafio. Estou numa grande expectativa de ver e tenho um grande orgulho de ter feito uma longa-metragem com o Vicente Alves do Ó, e considero que ele tem todo o mérito. Quanto à minha personagem foi desafiante, pois a personagem é muito forte, muito cheia de energia e muito cheia de si própria”.

Não quisemos deixar de falar também com o actor Filipe Vargas que também já vimos em diversos papéis, na televisão, teatro e cinema, que divertidamente nos falou da sua personagem. “A minha personagem faz parte de um grupo de amigos que se juntam para um jantar. Entretanto, eu apercebo-me que a minha mulher que é a actriz Ana Moreira, para além de minha mulher, tem outros interesses (risos), e portanto faço assim um papel de marido atraiçoado. Senti-me muito bem no meu papel. Não queria deixar de mencionar que o guarda-roupa é extraordinário, e por isso fui atraiçoado em grande estilo (risos). O filme tem muitas referências do cinema clássico que é também uma grande referência do Vicente Alves do Ó, que gosta muito de tudo o que se prende com o tempo das divas e de um tempo em que as pessoas andavam esteticamente muito arrumadas. Para isso tivemos um óptimo stylist que é o Paulo Gomes, que tratou de todos nós, tendo escolhido roupa de primeiríssima qualidade, caxemiras e outros materiais riquíssimos, e que deram um grande brilho ao filme”.

Vicente Alves do ÓNo fim ainda conseguimos falar com Vicente Alves do Ó, que estava sem dúvida visivelmente emocionado com a sua primeira estreia, numa longa-metragem. “Sinto um grande alívio e estou muito feliz por ver o filme a ser estreado. A pós-produção deste filme foi algo lenta. Tivemos alguns problemas para resolver pelo meio, mas depois chegou a uma altura em que se conseguiu começar a avançar com todo o processo. Eu penso que há situações que poderiam ser mais céleres, no que toca ao cinema em Portugal. Em relação aos “Quinze Pontos na Alma”, estou muito feliz que ele esteja aqui, e como eu desejei que estivesse. Agora quero vê-lo nas salas, com as pessoas a vê-lo, e tentar passar qualquer coisa de diferente. Não sei se este filme vai ter sucesso, o que eu penso é que há cinema que se faz, usando certas técnicas, onde já se sabe exactamente qual o target que se vai atingir, e que com uma margem de erro se acerta. No meu caso pessoal, eu só escrevo histórias que são profundamente pessoais, e no filme esses pontos estão mascarados. Agora se a minha vida tem interesse para as pessoas ou não, isso não sei (risos). São sim quinze pontos importantes para mim. Neste momento para ser muito franco já não vejo o filme como meu, ele agora é das pessoas, e por isso cada um poderá tirar as elações que quiser dele. Em relação aos actores a escolha foi totalmente minha, e fiquei muito feliz com essa mesma escolha. O argumento é também meu, aliás foi como argumentista que comecei a minha carreira na SIC Filmes onde trabalhei com vários realizadores, até que em 2008 consegui ganhar um apoio para as primeiras obras.”

De seguida também o Jornal Dínamo® teve a oportunidade de ver o filme, e sem dúvida deixa aqui um convite à curiosidade de ser visto.
“Quinze Pontos na Alma” é um filme diferente do habitual, mas que prende o espectador do princípio ao fim, fazendo-nos imaginar qual será o fim mais ou menos óbvio.

A sua estreia está marcada para 7 de Abril, onde andará por algumas das salas da Zon Lusomundo.

Fotos: Sandra Adonis e Ukbar Filmes (cartaz).

Cartaz Quinze Pontos na Alma

Jornal DÍNAMO
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