Saúde e Liberdade são prioridades para os portugueses
| A revista Selecções do Reader’s Digest anuncia os resultados da 26.ª edição do seu estudo “Marca de Confiança”, que avalia a actualidade nacional e um conjunto de realidades do quotidiano, incluindo profissões, personalidades e instituições.
Os dados revelam que os portugueses valorizam a Saúde e a Liberdade como principais factores para uma maior confiança no futuro do país. Quando questionados sobre a actualidade nacional e o que pode incrementar a confiança no futuro de Portugal, 45% apontam a Saúde seguida por Habitação e Educação. A Liberdade é outro aspecto fundamental considerado por 43% dos inquiridos, à frente da Justiça e Segurança.
No contexto político actual, metade dos portugueses manifesta “pouca ou nenhuma confiança” nos governantes e decisores políticos. No entanto, perante três actos eleitorais num espaço de tempo de seis meses, as Autarquias/Poder Local e o Parlamento/Governo são as entidades com maior nível de confiança dos cidadãos.
Na esfera económica, 72% dos portugueses demonstram confiança nas empresas e empresários nacionais; 19% afirma mesmo “confiar plenamente”. O Banco de Portugal é considerado a entidade de maior confiança no âmbito do Orçamento de Estado. Quanto ao investimento, cerca de metade dos inquiridos revela cepticismo em relação a um futuro mais próspero e ao desenvolvimento de Portugal.
A Saúde destaca-se como a prioridade máxima para 45% dos inquiridos, sendo vista como a área de investimento estratégico por parte do Estado, essencial para fomentar uma maior confiança global no futuro do país. A profissão de médico mantém-se como a que inspira mais confiança entre os portugueses, numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta muitos pontos críticos.
Questões relacionadas com corrupção e justiça continuam a preocupar os cidadãos: 68% indicam pouca ou nenhuma confiança no combate à corrupção e na promoção de uma sociedade mais igualitária. Para os portugueses, 52 anos depois do 25 de Abril, a Liberdade permanece como o valor mais importante para um clima de maior confiança na sociedade hoje e no futuro mais próximo.
A edição de 2026 do estudo “Marca de Confiança” apresenta outras novidades e categorias, reforçando o leque de personalidades reconhecidas pelo público. Entre as novidades destaca-se a introdução da categoria “Produtor Artístico”, na qual o encenador e dramaturgo Filipe La Féria surge no topo das preferências. Outra estreia é a entrada de Rui Miguel Nabeiro como “Personalidade de Maior Confiança” na categoria “Empresário”.
Na área da Arquitectura, Álvaro Siza Vieira volta a ser distinguido, reafirmando o reconhecimento do público pela sua contribuição para a arquitectura portuguesa. Público que volta a depositar a sua confiança no “Atleta” Fernando Pimenta e no “Político” Marcelo Rebelo de Sousa.
Na Música, o Artista Pedro Abrunhosa volta a liderar as preferências, enquanto Ruy de Carvalho, com 99 anos, foi mais uma vez eleito e reconhecido como Actor pela sua contribuição ímpar para a Cultura portuguesa.
Nas áreas de Medicina e Investigação Científica, Eduardo Barroso e Elvira Fortunato continuam a ser figuras de destaque, enquanto José Rodrigues dos Santos mantém-se como o “Escritor” e “Jornalista” de Maior Confiança há 15 anos consecutivos. Fátima Lopes continua a ser a “Estilista” de Maior Confiança.
Entre as instituições, a Fundação Champalimaud reforça a sua posição na categoria de “Fundação”, refletindo o seu trabalho inovador nas áreas das neurociências e da investigação. A Universidade Católica Portuguesa conquistou de novo o primeiro lugar na categoria de “Instituição de Ensino Superior”, enquanto o Museu Nacional dos Coches destaca-se como o “Museu” de maior confiança. O Banco Alimentar Contra a Fome mantém-se como a “ONG/IPSS” na qual os portugueses mais confiam.
Na análise das marcas, a experiência directa dos consumidores ao longo de 2025 revela que qualidade e intemporalidade continuam a ser referências de confiança no mercado português.
Para a revista Selecções do Reader’s Digest, que promove o estudo “Marca de Confiança”, “a 26.ª edição do estudo volta a reflectir os níveis de confiança dos portugueses, consolidando-se como uma referência na avaliação das percepções da sociedade portuguesa. Ao mesmo tempo, permite compreender melhor as dinâmicas de confiança entre diferentes sectores da vida pública e privada”.

Sessenta marcas vencedoras e duas novas categorias
Na análise das marcas, a 26.ª edição do estudo “Marca de Confiança” introduz duas novas categorias – “Alarmes e Vigilância Doméstica” e “Cimento” – e revela as sessenta marcas nas quais os portugueses mais confiam. A Bimby destaca-se como a marca vencedora na categoria “Robots de Cozinha”.
As marcas vencedoras poderão usar o selo “Marca de Confiança” pelo período de um ano, reforçando o reconhecimento junto do público.

Ficha técnica do estudo:
O estudo Marcas de Confiança 2026 que, como sempre, recorre à metodologia de “pergunta aberta” em todas as nomeações, foi realizado entre os dias 15 de Setembro e 28 de Novembro 2025. A amostra de 12.000 inquiridos é representativa da população portuguesa, nas variáveis de género e idade. A taxa de resposta foi de 8,4% e a margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.

