Entrevistas

Katie Melua

 
 Eventos Sociais

MTV e Ogilvy

Luta contra o flagelo da SIDA

Música

Primeiro álbum 4 Taste

Hard Rock Café com morangos

Música

David Fonseca na Aula Magna

Na verdade… era ele mesmo

Música

Hard Rock Café Lisboa

Hands On Approach acústicos

 Curtas

José Cid no Casino Lisboa

Após 30 anos, um novo trabalho

 Curtas

Acção de Natal Modelo

A importância do Natal para as crianças

 Eventos Sociais

Dança “Momix”

Moses Pendleton e os seus néons

Eventos Sociais

“Chá de Combate”

Paula Bobone vs Manuel J. Vieira

 Eventos Sociais

“Lisboa à Prova”

Iguarias e Vinhos dos Céus

 Cinema

Borat

"Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão"

Teatro

“Zé do Telhado”

Malaposta e Klássikus relembram o Herói Nacional

Teatro

“O Assobio da Cobra”

Teatro Musical no São Luiz

Eventos Sociais

MTV e Ogilvy

Luta contra o flagelo da SIDA

Música

Primeiro álbum 4 Taste

Hard Rock Café com morangos

Música

David Fonseca na Aula Magna

Na verdade… era ele mesmo

Música

Hard Rock Café Lisboa

Hands On Approach acústicos

 


Entrevistas

Entrevista com Katie Melua

 

Voz doce, mas firme é como se poderá caracterizar a voz da cantora Katie Melua que passou pelo nosso país para apresentar o seu mais recente álbum “Piece By Piece”.

O Jornal Dínamo quis saber algo mais sobre esta cantora, que até já pertence ao Guiness World Records.

 

• Katie Melua

 

JDTudo começou quando tinha 14 anos e entrou num concurso de talentos na televisão que se chamava “Start Up Their Nose”, onde cantou uma música da cantora Mariah Carey´s “Without You”, foi assim que tudo se passou?

 

KM – Não foi bem assim.

Comecei a cantar quando tinha mais ou menos 8 anos, e nessa altura era um hobbie.

“Start Up Their Nose”, foi realmente algo que fiz quando tinha 14, mas foi uma brincadeira, que sem dúvida gostei muito de fazer.

Depois tudo se tornou mais sério, quando comecei a gravar pequenas composições num estúdio que tinha em minha casa. Foi aí que percebi que, a música era a minha vida, e que me queria dedicar a ela.

 

 

JDApesar da sua carreira e do seu amor pela música, sei que nem sempre quis ser cantora. Quando tinha 13 anos queria ser política ou historiadora. Como se deu esta grande mudança?

 

KM – Sempre gostei de política, porque nos sítios onde vivi, na Geórgia e em Belfast, esse era um tema muito quente, e todos falavam acerca de assuntos relacionados com causas políticas que se passavam nessas zonas.

Quando fui para Inglaterra tudo mudou. Comecei a escrever e a compor músicas, e era uma coisa que gostava tanto que deixei de pensar em fazer outra coisa qualquer.

A parte da política, era algo que me fascinava, porque estávamos à beira de grandes mudanças.

Existe uma fase na nossa vida… sabe aquela fase (risos), em que pensamos que queremos mudar o mundo e fazer algo para viver num mundo melhor. Foi precisamente aí que assumi que me queria meter na política, para fazer algo pelo mundo. Era muito jovem e também muito ingénua. Hoje vejo que a política é muito complicada e que é difícil mudar o mundo (risos).

 

 

JD – “Piece By Piece” fala-nos de relações e sentimentos?

 

KM – Sim, é acima de tudo sobre emoções.

Para contar como tudo aconteceu, não posso deixar de dizer, que na verdade escrevi o álbum inteiro quando estava a terminar uma relação, e por isso algumas das músicas falam acerca de perder algo, ou alguém.

Mas por exemplo a musica “Spyder´s Web”, fala acerca do que é certo ou errado na sociedade.

Apesar da base das composições ser as relações, todas as músicas são diferentes umas das outras.

 

 

JD – Acerca precisamente dessa música “Spyder´s Web”. O Clip desta é todo a preto e branco, menos a guitarra que está a vermelho. Explique-me o que quis enfatizar com esta imagem?

 

KM – A música fala acerca da maneira como as pessoas vêm o mundo. A política é uma coisa muito complicada, e por outro lado muito clara. Ou as coisas estão certas ou erradas ou então é uma grande confusão e são imagens muito fortes, mas eu sempre penso, que a vida é tão complicada, e a cor nem sempre é definida. Nós nem sempre sabemos o que é certo ou errado, como na política, porque as coisas não são sempre lineares.

E é sobre isso, que fala esta música. É uma tomada de consciência, porque existem razões que não conhecemos e é também uma maneira de ver o mundo sob outro ponto de vista.

 

 

JD – Qual é a importância para si, de ter mais de 6 milhões de álbuns vendidos no mundo inteiro e estar no top das 10 músicas mais vendidas e ouvidas na Europa durante 6 meses consecutivos, tanto com este álbum como com trabalhos anteriores?

                          

KM – Não é a coisa mais importante, no entanto é fantástico e faz-nos sentir muito bem.

O mais importante é sem dúvida ter a oportunidade de fazer a música que eu desejo, e fazer com que essa música mexa emocionalmente com as pessoas que a ouvem.

É óptimo ver que os meus discos vendem, e que estou nos tops, mas acima de tudo é importante saber que me posso expressar de uma forma livre e poder fazê-la de todas as formas.

 

• Katie Melua

 

JD – De que forma pensa que as pessoas olham para si?

 

KM – Eu penso que me vêm como uma rapariga nova, e inocente, o que é simplesmente adorável, apesar de uma parte de mim não ser assim tão inocente, mas acima de tudo penso que me vêem como alguém que faz música para se exprimir e emitir emoções.

 

 

JD – Mas há algo que a Katie fez que muitas pessoas não fizeram nunca: bateu um Record do Guiness. Realizou o maior concerto debaixo de água à maior profundidade. Como é que surgiu esta ideia?

 

KM – Bom, a ideia não foi propriamente minha.

Houve uma empresa que teve esta ideia e me propôs fazer este concerto para bater um recorde e eu fui a pessoa mais louca que eles encontraram para aceitar uma proposta destas (risos).

Estávamos numa espécie de caixa metálica, que desceu a essa profundidade. Foi fantástico porque a pressão era a mesma, o oxigénio estava na mesma e a acústica era simplesmente maravilhosa.

Estivemos a 303 metros abaixo do nível do mar e o elevador demorou 8 minutos a chegar ao ponto de destino.

O engraçado é que, se alguém me levasse para lá e me tapasse os olhos, sem eu saber que estava a ir a tamanha profundidade, eu simplesmente acharia que estaria num edifício metálico bastante alto.

Sabendo que estava lá, e que havia mar por todo o lado, foi simplesmente fantástico. Uma oportunidade única.

Tudo isto aconteceu no Mar do Norte.

 

 

JD – Há algum momento especial que se lembre, durante alguma das suas actuações ao vivo?

 

KM – Sim. Actuar com os Queen durante o concerto dedicado a Nelson Mandela, foi um momento muito especial para mim. Sou fã dos Queen desde os meus 7 anos de idade e isso ainda tornou o momento mais especial.

Cantar ao lado do Brian May foi um sonho tornado realidade.

O Freddy Mercury é para mim uma das pessoas que considero, uma das maiores vozes de sempre.

Cantei a música “Too Much Love Will Kill You”, que é uma música lindíssima e foi uma honra poder cantá-la.

 

 

JD – Se pudesse pedir um desejo para que se tornasse realidade, o que pediria?

 

KM – Penso que o que mais desejo é escrever músicas que possam inspirar as pessoas. Passar-lhes um sentimento de paz e fazê-las pensar em assuntos interessantes.

 

 

JDPara finalizar, gostaria de lhe pedir que deixasse uma mensagem aos seus fãs portugueses.

 

KM – Gostaria de dizer que quero voltar aqui brevemente, agradecer o facto de ouvirem a minha música e agradecer a maneira como me receberam.

É a segunda vez que venho a Portugal e acho o país lindo.

 

JD – Muito obrigada.

 

KM – Obrigada, foi um prazer.

 

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Farol
Foto: Vibeke Johnsen

29 Novembro, 2006 23:56


Eventos Sociais

MTV e Ogilvy

Luta contra o flagelo da SIDA

• Edson Athayde

O HIV e a SIDA, estão cada vez mais a espalhar-se, e os números não deixam margem para dúvidas: cada vez mais está a crescer o número de infectados com este vírus que é considerado dos mais mortíferos do mundo.

 

Tendo chegado mais um ano em que se comemora o Dia Internacional da SIDA, no dia 1 de Dezembro, a MTV em parceria com a Ogilvy não quis deixar passar em branco este dia, uma vez que o problema parece cada vez mais se agravar, apesar de todas as campanhas que proliferam todos os anos pelo mundo inteiro.

 

A representar ambas as empresas estiveram Lorenzo di Stefani, Director da MTV Portugal, e Edson Athayde, Vice-Presidente criativo da Ogilvy, que numa conferência de imprensa tentaram explicar um pouco, o que podemos esperar desta campanha de luta contra a SIDA.

 

Lorenzo di Stefani, começou por falar e contar que “a Empresa Ogilvy tem tratado o tema da SIDA com grande profissionalismo e muita criatividade, qualidades que são comuns à MTV por esta ser, bastante sensível a este problema. Esta iniciativa serve também para lembrar o empenho da MTV, com o projecto Staying Alive.

O Director da MTV Portugal explicou que o primeiro spot, que passou pela primeira vez na MTV aconteceu em 1993. Já nessa altura o nome Staying Alive, vinha aliado à campanha da luta contra a SIDA”.

 

Por seu lado Edson Athayde, explicou que “este foi um desafio mundial, já que envolveu entidades de todo o mundo, que deram ideias para as campanhas. Centenas de ideias foram analisadas pelos responsáveis do projecto “Staying Alive”. Nesse conjunto de filmes, 4 foram desenvolvidos pela OGILVY. Um dos spots produzidos, foi criado pela agência OGILVY Portugal. Paralelamente criámos uma campanha com uns posters que vão, tal como o resto da campanha, estar no ar a partir do dia 1 de Dezembro.
Um dos spots de nome "Apaixonado" direccionado à camada mais jovem foi produzido pelo Ozone Filmes, bem como peças gráficas como anúncios, posters e postais

O Vice-presidente criativo, acrescentou ainda que “estes spots vêm também nos dizer que, não temos de deixar de ter a nossa liberdade sexual e não é exigido que se deixe de fazer sexo, mas sim que o faça com cuidado”.

Lorenzo di Stefani terminou dizendo que “a MTV, todos os anos se empenha no dia Mundial da SIDA, e este ano não é excepção. Vamos ter uma programação especial a partir das 21.00h com vários programas, ligados sempre ao tema SIDA, em particular alguns programas produzidos em parceria com o Staying Alive. Esta campanha vai estar no ar pelo menos durante 3 meses.

No entanto, pensamos em envolver outros media neste projecto para que a mensagem passe com a toda a eficácia e chegue ao maior número de pessoas possível."

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Ana Rojas
29 Novembro, 2006 23:41


Música

Primeiro álbum 4 Taste

Hard Rock Café com morangos

Dia 27 foi a noite dos 4 Taste no Hard Rock Café Lisboa.

A mais nova revelação da música portuguesa é também mais um sucesso que nasceu da série “Morangos com Açúcar”, que parece ter vindo para ficar.

 

Foi com bastante garra e classe que os 4 Taste subiram ao palco prendendo a atenção de todos os presentes.

 

Mas desengane-se quem pense que eram só mesmo os mais novinhos que estiveram presentes para ver este novo fenómeno da música portuguesa.

O Hard Rock Café Lisboa, vestiu-se com toda a amálgama de idades para quem a actuação da banda foi pouca para a adrenalina que criou.

Quem conhecia esta banda, ficou ainda mais fã, quem ouviu pela primeira vez, não vai com certeza ficar por aqui, com este grupo cujo álbum de apresentação é já quase dupla platina no plantel das vendas.

 

Mais uma vez o Hard Rock Café fez jus ao seu nome, e presenteou todos os que lá estiveram com música de grande qualidade.

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Pedro Filipe

28 Novembro, 2006 23:10


Música

David Fonseca na Aula Magna

Na verdade… era ele mesmo

Foi talvez dos concertos mais eloquentes a que já assisti na minha vida, e foi com certeza um dos concertos mais inspirados deste cantor que nasceu em Leiria.

 

David Fonseca brilhou, mas brilhou de uma forma plena, cheia do seu humor habitual, e de uma maneira de comunicar com o púbico que cada vez está mais apurada.

 

Na verdade o David Fonseca dos palcos, é o verdadeiro David Fonseca, aquele que tem uma conversa normal como se tivesse com um amigo num café.

 

A Aula Magna da reitoria era como se fosse esse café que estava repleto para assistir ao seu primeiro concerto de Lisboa, que não podia ter começado da melhor maneira, com o Artista e os seus músicos a entrarem já a tocarem a caminho do palco.

 

A partir daí foi um desfolhar de músicas, já bem conhecidas de todo o público, com um toque pelo meio de Silence 4, até porque as origens nunca se esquecem.

 

Está-se a meio de concerto, e a numa pequena pausa, David Fonseca sai de cena para instantes depois reaparecer com um fato branco e uma gravata para interpretar “Our Hearts Will Beat As One”, com uma energia fantástica, para depois subir para cima do piano e cantar uma cover de uma música de algumas décadas atrás, ou direi já do século passado.

 

Mas este concerto não poderia deixar passar em branco os anos 80, que tanto David Fonseca preza, ou não fosse ele um filho desses anos em que proliferaram dos maiores grupos que ficarão para sempre na história da música mundial.

Foram os anos de um boom de música, que ainda hoje se ouve com a actualidade de terem sido feitas mesmo agora.

 

E eis que chega mais um ponto alto deste concertos “The 80's”, com confetis em feitio de coração, a chover por todo o lado, e a deixar uma plateia coberta de vermelho.

 

Foram 4 os ancores, e penso que não fosse o cansaço, ainda poderia ter voltado mais 4, que ninguém se importaria.

 

Sem dúvida David Fonseca, mostra mais uma vez que para além de dono de uma belíssima voz, comunica a sua música com as palavras e com a sua expressão corporal.

 

Com tudo isto, sem dúvida quando alguém lhe perguntar: És mesmo tu David? vai pensar duas vezes antes de fazer a pergunta.

Este foi mais um momento em que David Fonseca falou de três perguntas que é usual lhe fazer vezes sem conta e que parece nunca ser suficiente o que responde.

Quem lá esteve, pode-se dizer que viveu em pleno as respostas.

E para que não haja dúvidas aqui ficam as respostas: David Fonseca canta em inglês porque uma luz o impeliu a isso, essa luz foi Deus; sim, quando ele responde aos emails ou anda na rua é mesmo ele e não outra pessoa e para terminar; quando faz um trabalho e o está a viver, não está a pensar no que vai fazer a seguir.

 

A maneira como David Fonseca, fez a brincadeira à volta destas três perguntas, deixa simplesmente um comentário no ar:

 

Esperemos que ande por aí muito tempo, a encantar-nos com a sua representação com as suas músicas, e acima de tudo com o seu talento natural.

  

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Sónia Santos

25 Novembro, 2006 02:34


Música

Hard Rock Café Lisboa

Hands On Approach acústicos

Lá fora estava a chover, mas dentro do Hard Rock Café Lisboa, a atmosfera estava quente e com muita animação.

 

Todos esperavam pelos Hands on Approach que actuaram pelas 23.00 horas, nesta casa, já conhecida pelos seus concertos, e música a que ninguém consegue resistir.

 

Os Hands On Approach apresentam-se ao vivo, incluídos no cartaz do Live Week @ Hard Rock Café Lisboa.

 

A banda de Setúbal apresentou-se em formato acústico com temas que marcam os seus dez anos de carreira, tais como "My Wondermoon", "If you give up" e o mais recente single "A chance", entre outros.

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Pedro Filipe

23 Novembro, 2006 21:33


Curtas

 

José Cid no Casino Lisboa

Após 30 anos, um novo trabalho

 

No âmbito do ciclo dos “Concertos Arena Live”, José Cid apresentou no Casino Lisboa, no dia 20 de Novembro um concerto no espaço do Arena Lounge que encantou pessoas de todas as idades.

 

Tendo lançado em Julho, “Baladas da Minha Vida” obteve, logo nos dois primeiros meses, um “disco de platina” que lhe foi entregue no fim do concerto.

 

Neste registo discográfico, José Cid incluiu algumas das suas mais conhecidas baladas como “A Rosa Que Te Dei”, “Na Cabana Junto à Praia”, “Ontem, Hoje e Amanhã”, “Cai Neve em Nova Iorque”, “Junto à Lareira”, “Balada Para D. Inês” ou “A Lenda de El Rei D. Sebastião”.

 

No entanto, esta compilação de “clássicos”, contém também temas inéditos “O Melhor Tempo da Minha Vida” e “Café Contigo”.

 

“Baladas da Minha Vida” dá definitivamente o título de um José Cid, autor e compositor de canções românticas de todos os tempos.

 

Texto: Sandra Adonis

Fonte: Gabinete de Imprensa do Casino Estoril

Foto: Gabinete de Imprensa do Casino Estoril

23 Novembro, 2006 20:28


 

 

Acção de Natal Modelo

A importância do Natal para as crianças
 

O Natal do Modelo começou a 2 de Novembro com o início de uma acção que se irá prolongar até 23 de Dezembro.

 

Dirigida a todas as crianças, a acção “Natal Modelo 2006”, compreende para além da visita do “Pai Natal Modelo” e da “Turma Modelo” a várias Unidades de Pediatria do país, um “Camião de Natal Modelo’”, que se irá deslocar a todas as localidades onde existem lojas Modelo.

 

No total, serão percorridos mais de 10 mil km para levar o Natal a milhares de crianças de todo o país.

 

A “Popota” e o “Rescue”, da “Turma Modelo”, vão acompanhar o “Pai Natal Modelo” na visita às Unidades de Pediatria dos hospitais dos locais de passagem do ‘Camião de Natal Modelo’.

 

O objectivo é levar o espírito da quadra natalícia às crianças que não têm possibilidade de deslocar-se ao camião.

 

As crianças que visitarem o “Camião de Natal Modelo” vão poder desfrutar de um ambiente verdadeiramente mágico e serão convidadas a interagir com a ‘Katy’, uma mascote virtual, criada através de animação em 3D.

 

Aqui ficam os sítios por onde o “Camião de Natal Modelo”, irá passar nas próximas acções natalícias”:

 

26 de Novembro - Antigo Quartel da Cavalaria – Castelo Branco.

29 de Novembro - Loja - Lateral Direita, junto às cargas e descargas –  Hospital de Torres Novas.

30 de Novembro - Loja - frente Lado Direito – Hospital de Vila Franca de Xira.

01 de Dezembro - Loja - frente e lateral lado Esquerdo – Salvaterra de Magos – Hospital de Vila Franca de Xira.

02 de Dezembro - Loja - Piso inferior centro ou lado esquerdo – Hospital de Santarém.

04 de Dezembro - Local a Confirmar – Hospital de Abrantes.

05 de Dezembro - Largo da Feira – Ponte de Sôr – Hospital de Abrantes.

06 de Dezembro - Loja - parque descoberto, por baixo da "Oliveira" – Hospital de Portalegre.

07 de Dezembro - Loja - Lado norte, junto a casa de decoração – Hospital de Elvas.

08 de Dezembro - Loja - Lateral Esquerda – Hospital de Évora.

11 de Dezembro - Loja - Lateral Direita – Hospital de Beja.

12 de Dezembro - Loja - Lateral Direita, ao canto – Hospital de Faro.

13 de Dezembro - Loja - Frente – Hospital de Portimão.

14 de Dezembro - Local da confirmar – Hospital de Portimão

18 de Dezembro - Loja - frente Lado Esquerdo, junto às escadas de acesso – Hospital Caldas da Rainha.

19 de Dezembro - Loja - Traseira/Lateral Direita – Hospital de Alcobaça.

20 de Dezembro - Parque Estacionamento do Estádio Municipal – Hospital de Leiria.

21 de Dezembro - Loja - Lateral esquerda ou frente da loja – Hospital de Coimbra.

22 de Dezembro - Local a confirmar – Cantanhede

23 de Dezembro - Local a confirmar – Anadia – Hospital de Águeda

 

Texto: Sandra Adonis

Fonte: Imago

23 Novembro, 2006 20:10


Eventos Sociais

 Dança “Momix”

 Moses Pendleton e os seus néons

• Momix

Tudo parece voar, sob um negro buraco negro, onde certas imagens aparecem e desaparecem, como se de magia se tratasse.

 

É assim que se poderá descrever um espectáculo sem igual, onde os bailarinos Momix, representam quadros, imbuídos de uma música quase hipnótica que nos transporta para um mundo imaginário.

 

O Jornal Dínamo quis saber um pouco mais sobre este espectáculo, e falou com uma das bailarinas Momix, Sarah Nachbauer que nos explicou um pouco do que é fazer este espectáculo.

“Esta é a minha primeira experiência, a fazer um trabalho com luz negra num espectáculo que se passa completamente no escuro, e em que a única coisa que tem luz são os fatos ou alguns objectos que manipulamos. Estou com esta companhia há 4 anos.

Sarah Nachbauer, contou-nos que “estudei dança nos Estados Unidos da América, no Conservatório de Boston onde ensinam todos os tipos de arte e por isso também tive aulas de teatro, de voz e de música. Quando saí de lá arranjei trabalho com os Momix”.

 

Em relação às dificuldades em interpretar um espectáculo desde género, Sarah explicou que “não é nada fácil fazer um espectáculo no escuro total. Trabalhar com a outra pessoa que tem que interagir connosco é bastante difícil, porque não existe contacto visual, e não há maneira de comunicar com as nossas expressões faciais. Para além disso, usamos óculos para proteger os olhos da luz ultra-violeta e para além disso ainda temos uma máscara que nos cobre a cara. O que eu consigo ver é uma distância muito pequenina, em frente dos meus olhos”.

 

No entanto para esta bailarina este espectáculo é um grande desafio. “É uma grande responsabilidade. Temos marcas no chão, que nos dizem onde devemos pisar e estar. Temos de estar muito atentos, porque há cortinas que são pretas e é muito difícil ver o que quer que seja. Mesmo assim a parte que eu considero mais difícil e ter de estar ao pé de uma outra pessoa, ter de trabalhar com ela e não a ver, e perder a noção de como é que a pessoa está, para onde está virada. Isto é bastante complicado para mim, e por isso é preciso uma grande dose de concentração”.

 

Quanto à reacção do público Sarah Nachbauer disse-nos que existe “dois tipos de resposta que costumamos ter do público: uma é as pessoas quererem saber como é que tudo é feito, outras simplesmente querem desfrutar do espectáculo e observá-lo com toda a atenção, e assistir à simplicidade do que estamos ali a fazer. Este é um espectáculo meditativo. Por vezes parece que estamos na água, outras vezes parece que estamos no espaço, e até se pode ter a sensação de estar num outro planeta”.

Momix é uma companhia de bailarinos-ilusionistas que são orientados por Moses Pendleton, famoso pela sua habilidade e talento, em conjugar um mundo de imagens surrealistas, fazendo-se valer de luzes, adereços, drama e humor, tudo feito com corpos invisíveis rodeados de cor.

 

Este espectáculo vai estar em exibição no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, até dia 10 de Dezembro.

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Sandra Adonis

23 Novembro, 2006 20:58


Eventos Sociais

“Chá de Combate”

Paula Bobone vs Manuel João Vieira

• "Chá de Combate"

À primeira vista, parece sem dúvida um contra censo: Chá e Combate não parecem jogar muito bem um com o outro, mas na vida sabemos que há sempre excepções à regra.

 

Foi este o caso, que teve lugar no Arena de Lisboa, onde aconteceu um evento diferente, e sem dúvida pouco óbvio, onde 2 pessoas tão diferentes como Paula Bobone e Manuel João Vieira se encontraram para “esgrimir” ideias, ideologias e pareceres, nem sempre coincidentes ou direi muito pouco.

 

Os prognósticos, geralmente ficam para depois dos jogos, mas desta vez quisemos saber, o que, tanto Paula Bobone, como Manuel João Vieira esperavam deste combate antes dele acontecer.

 

Paula Bobone explicou que “Esperava tudo e nada deste combate, como tudo na vida. Estou com uma expectativa imensa, mas com uma calma total. O meu adversário é uma jóia de rapaz. Os mauzões às vezes têm um lado sensível, e se calhar eu só mais mazona que ele (risos). Para além disso, espero também um momento de divertimento para as pessoas amigas que aqui nos vieram ver.

Vai haver boxe, música nostálgica, da minha geração e para dizer a verdade estou muito contente, porque para além disso tenho aqui a minha família”.

 

Manuel João Vieira contou que “se vai poder ver algumas pessoas em calções, a mandarem murros umas às outras, e vai-se poder simultaneamente verificar que duas pessoas podem lanchar de uma maneira perfeitamente despreocupada, enquanto se desenrola um combate a seus pés.

Isto é uma metáfora. A grande burguesia, a pequena burguesia, a média burguesia, toda a gente come, toda a gente dorme, enquanto se passam coisas gravíssimas e há guerras no mundo”.

Com uma música bastante envolvente, dos anos 60 e 70, houve muita animação no espaço menos óbvio para um chá acontecer.

 

Meninas e meninos vestidos à maneira de uma espécie de circo, distribuíram chupa-chupas que deliciaram os presentes, enquanto desfrutaram do combate de palavras entre os dois intervenientes.

 

É claro que com duas personalidades tão diferentes, houve a necessidade de encontrar algo que unisse estes dois espíritos rebeldes.

A acompanhar este evento, no mínimo extravagante, esteve o cantor romântico dos “Gatos Pretos” que cantou ao vivo temas que transportaram todos os presentes para outros tempos, já algo longínquos, que fizeram alguns dar um pezinho de dança e outros desfrutar de um cocktail no mínimo apetecível.

 

Esta “Unobvious Party”, foi patrocinada pela Jameson que quis trazer um espírito revivalista a este “Chá de Combate”, que foi sem dúvida um momento que poucos irão esquecer tão depressa.

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Pedro Filipe

21 Novembro, 2006 22:04


Eventos Sociais

“Lisboa à Prova”

Iguarias e Vinhos dos Céus

• Restaurante "Casa da Comida”

Foi no Edifício de Exposições, do Instituto Superior de Agronomia que se juntou o ambiente perfeito para se experimentar iguarias de alguns dos restaurantes que passaram à 2ª fase deste concurso gastronómico “Lisboa à Prova”, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa com a colaboração da ARESP – Associação da Restauração e Similares de Portugal.

 

O espaço convidava à degustação de variadíssimos pratos salgados e doces, acompanhado de vinhos únicos, proporcionados pela Vinalda que igualmente se associou a esta iniciativa.

 

A atmosfera estava quente apesar do frio que já se faz sentir nas noites de Novembro, acompanhado por música ambiente, que nos foi oferecida por um terceto de cordas e também por profissionais do ramo DJ.

 

Fomos passeando pelas variadas mesas que se apresentavam com grande requinte, e resolvemos falar com alguns semi-finalistas deste concurso e com algumas pessoas que atraídas pelas belíssimas apresentações gastronómicas, estiveram presentes neste evento.

 

No entanto não quisemos deixar de experimentar uma iguaria ou outra, e a primeira foi precisamente do restaurante “Casa da Comida”.

Manuel Silva que se encontrava a representar este restaurante explicou que, “o Aveludado de Camarão, uma das especialidades, tem de estar sempre muito quente, o que torna o paladar mais agradável e em que se pode acrescentar por cima alguma especiaria. Desta vez acrescentei o cebolinho que dando um tom verde/laranja, chama a atenção, e apetece experimentar. Outras das especialidades que trazemos aqui é o Pato com Azeitonas, mas costumamos igualmente fazê-lo com outros aromas, e tentamos que os pratos tenham a maior cor possível, conjugada naturalmente”.

A finalizar Manuel Silva, acrescentou ainda que “não é só pelo paladar que se reconhece a qualidade do cozinheiro, mas é um pouco a mistura de tudo. A apresentação de um prato é essencial, porque os olhos também comem. O paladar e a visão são dois pontos que se coincidirem, farão com que o prato saiba ainda melhor”.

 

Continuando a passear por um corredor cheio de aromas, parámos no Restaurante “Solar dos Nunes”, onde o anfitrião José António Nunes, nos disse que “a Sopa Rica de Peixe, é um dos pratos em que têm tido melhores prémios, e apostaram em alguns pratos de caça, como por exemplo a Empada Folhada de Perdiz”.

José António Nunes explicou ainda que “este é um restaurante familiar, onde geralmente fazemos amigos. A nossa preocupação é a satisfação. Acima de tudo estamos a competir pela apresentação e essa é a nossa postura”.

 

Pelo caminho encontrámos algumas personalidades conhecidas do grande público que comentaram para o Jornal Dínamo, o que estavam a pensar acerca do evento.

• "Lisboa à Prova”

António Ponces de Carvalho, Director da Escola Superior de Educação João de Deus, contou-nos que “do que provou até agora, tinham sido petiscos deliciosos, e que vale a pena saltitar alegremente de paladar em paladar”. Ponces de Carvalho explicou que alguns destes restaurantes estão perfeitamente aptos a passar à próxima fase”.

Para além disso, o Director da Escola Superior de Educação João de Deus achou que “esta é uma iniciativa muito engraçada. Os Portugueses andam a apostar mais na apresentação, apesar de que em algumas situações têm perdido para a cozinha Francesa o que é uma pena. Penso que devemos apostar mais na apresentação, porque o olhar é sempre um deleite”.

António Romano, Director da Central Models, confessou-nos que “o que me levou a este concurso foi o gosto pela comida, apesar de não estar à espera de encontrar este festival de sabores. Habitualmente na minha refeição típica tento que seja o mais colorida possível. Quanto mais colorida for, mas variedade de comida, eu tenho o prazer de consumir. Este é sem dúvida o pantone de cores mais completo que já vi. Estou sem dúvida maravilhado com esta iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.

Para além disso António Romano explicou que “como tudo na vida, o ser humano sente-se atraído pelas cores e pelas decorações”.

 

José de Almeida Casais, Presidente da Vinalda, S.A., que se associou a este evento, não quis deixar de dizer algumas palavras nesta fase, acrescentando que “quando se fala de vinho, fala-se de um produto que deve ser consumido, de uma forma moderada, e responsável. Deve ser apreciado, deve ser louvado, e é isso que nós estamos aqui a fazer. Na mesa da Vini Portugal temos o prazer de apresentar excelentes vinhos portugueses. Consumir vinho é acima de tudo apreciar, belas fragrâncias e desfrutá-las”.

 

Quanto ao Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, José Fontão “quis felicitar todos os restaurantes que passaram esta 1ª fase do “Lisboa à Prova”.

O Vice-Presidente, “quis também dar uma palavra a todos aqueles restaurantes que não passaram a esta fase, e que se disponibilizaram a entrar neste concurso, e tiveram a coragem de mostrar as suas especialidades. Este concurso tem como fundamento, mostrar o que se faz nos nossos restaurantes portugueses, as suas criações e a maneira como confeccionam a nossa cozinha”.

 

A terminar ainda houve tempo de falar com mais um Restaurante.

“Alecrim às Flores”, e o seu Chefe de Cozinha Ricardo do Canto explicou-nos que “o Salmão com molho de Maracujá, tem sido um prato com muita saída ou até as Costeletas de borrego com risotto de abóbora e alecrim”.

Ricardo do Canto acrescentou ainda que “a apresentação dos pratos, a cor é a coisa mais importante. Quanto mais cor, maior é também a apresentação do prato, e daí é um passo para ter sucesso”.

 

Foi assim que se passou mais uma fase.

Ficaremos então a aguardar a próxima fase, onde 30 restaurantes receberão o 2º garfo.

 

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Pedro Filipe / Lift
19 Novembro, 2006 22:41

 


Cinema

Borat

"Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão"

 

Mais uma vez os Estados Unidos da América estão na mira da crítica e George W. Bush, é mais uma vez, a personalidade preferida para uma bela caricatura, esteja ele no meio de uma polémica, ou o seu país das oportunidades.

 

Desta vez, no centro das atenções está o Cazaquistão, que através do actor Sacha Cohen, na pele da personagem Borat, nos mostra de uma forma mordaz, o que deve aprender de um país de 1º mundo para tornar o seu país, num sítio mais civilizado e avançado.

 

Mas este não é um filme, cor-de-rosa, com uma aprendizagem naïf e espontânea, apesar de Borat ser a personificação do politicamente incorrecto, com um toque de ingenuidade que o torna tão asqueroso quanto irresistível.

Sem dúvida esta é a crítica, que os Estados Unidos da América estavam a precisar de sentir na pele.

 

Proibido de ser exibido na Rússia, o filme viu o seu lançamento simplesmente suspenso.

Borat conta que no Cazaquistão as mulheres são mantidas em jaulas, os homossexuais são forçados a vestir chapéus azuis, os criminosos servem de alvos para a prática de tiro e outros absurdos.

 

O Cazaquistão, reagiu de forma diferente e não proibiu a exibição do filme.

O governo, limitou-se a rebater a imagem maldosa que Borat veicula do país com grandes anúncios nos principais jornais e TV´s americanos, incluindo o New York Times e a CNN, reafirmando o zelo por princípios democráticos e estimulando o turismo.

 

Sim, sem dúvida os modos de Borat chocam para quem não está à espera de cenas, fora do contexto, num choque cultural entre depois países totalmente diferentes, mas esta é também uma maneira que Sacha Cohen na pele de Borat tem de mostrar ao mundo que a terra das oportunidades pode ser tão boa, como pode arrasar a vida de uma pessoa.

  

Texto: Sandra Adonis

Foto: Castello Lopes

16 Novembro, 2006 22:23

 


Teatro

“Zé do Telhado”

 Malaposta e Klássikus relembram o Herói Nacional

• “Zé do Telhado”

E eis que temos o prazer de assistir a mais uma estreia pela mão do grupo de Teatro “Klássikus” mais uma vez em parceria com o Centro Cultural da Malaposta.

 

Desta feita José do Telhado é a personalidade escolhida para pano de fundo de uma peça de teatro que relata a vida deste homem, com base nos escritos de Camilo Castelo Branco na sua obra “Memórias do Cárcere”.

 

A peça de teatro conta a história de José do Telhado desde o seu nascimento em 1816, na aldeia de Castelões, comarca de Penafiel.

 

É no entanto, um seu tio francês com quem viveu durante 5 anos, que lhe ensina a arte de castrador de animais, fazendo dele um homem honrado e respeitado por todos os que o conhecem.

Apaixonado por sua prima, filha desse mesmo tio, José do Telhado, acaba por desposá-la tempos mais tarde.

 

Aos 19 anos vem para Lisboa, onde participa na conhecida revolta dos marechais, em 1937.

Em 1846 dá-se a revolta popular que faz de José do Telhado um líder no comando deste levantamento popular.

 

Ao regressar a casa, encontra a família na mais pura das misérias, cheios de dívidas e perseguidos por credores.

 

Sem ninguém para lhe dar a mão, José do Telhado decide tornar-se um salteador a 12 de Dezembro de 1848.

Fugindo para o Brasil, regressa depois a Lisboa por já não aguentar estar longe da família.

O seu destino fica então traçado, enfrentando o degredo perpétuo.

 

Esta peça é encenada pelo actor Fernando Gomes que também é uma das personagens deste novo trabalho do grupo Klássikus.

No elenco podemos contar com nomes como Carlos Macedo, Elsa Galvão, Isabel Ribas, José Nobre, Luís Pacheco, Paula Fonseca e Rui Raposo.

 

Esta é mais uma co-produção entre o Centro Cultural da Malaposta e o Grupo de Teatro Klássikus que nos traz boa disposição, história e a recordação de um homem humilde, que roubava aos ricos para dar aos pobres.

A peça estará em cena até ao dia 28 de Janeiro.

 

Texto: Sandra Adonis

Fonte: Malaposta/Klássikus

Fotos: Pedro Filipe

15 Novembro, 2006 20:17

 


Teatro

“O Assobio da Cobra”

 Teatro Musical no S. Luiz

• “O Assobio da Cobra”

Com um elenco de luxo, este é um tipo de teatro a que os Portugueses não estão muito habituados, mas a que rapidamente aderiram.

Com texto de Nuno Costa Santos e encenação de Adriano Luz, esta é uma peça que toca muitos tipos de vidas, que se encontram numa espécie de cabaré, onde as personagens vão demonstrando as suas emoções, os seus medos, as suas “feridas” e os seus traumas mais profundos.

Para além desta carga dramática, as partes de dança e de musicalidade realizada pelos actores, em conjunto com certos diálogos, proporcionam-nos momentos de riso, e de comédia, sem no entanto estar coberto de uma forma negra, e cheia de palavras cínicas, amargas e tristes.

No palco, há de certeza alguém que já conhecemos ou que simplesmente sabemos que existe, e que nos faz rever a nós próprios em certos actos e atitudes.

As personagens, todas elas representam, uma personagem tipo: António Durães, é “O Homem do Balcão”; Carla de Sá, “A Mulher da Rosa”; Diogo Infante, “O Homem das Meias de Turco”; Isabel Abreu, “A Mulher dos Saltos de Agulha”; João Reis – “O Homem Diurno”; Lia Gama, “A Mulher das Meias de Rede”; Pedro Laginha, “O Cómico sem Piada”; Adriana Queiroz, “A Dama de Copos”; Isabel Ribas, “A Dama de Paus”; João Cabral, “O Homem do Lixo”; Patrícia Vasconcelos, “A Cantora”; Félix Lozano, “O Homem das Rosas”; Ana João Silva, “A Noviça”; Luís Amarelo, “O Homem da Boina”; Meredith Kitchen, “A Loura que Dança” e Vítor Barbosa, “O Homem Cocktail”.

Juntamente com uma banda que acompanha, o tempo todo a peça, que é composta por Manuel Paulo, “O Homem do Piano”; Massimo Cavalli, “O Homem do Contrabaixo”; Rui Alves, “O Jazzbandista” e Ruben Santos, “O Homem do Trombone” este é um estilo original de mostrar que a vida tal como a conhecemos, pode ser vivida noutros sítios de forma totalmente diferente, sem que isso seja algo que nos assalte os nossos pensamentos, a cada dia que vivemos.

 “O Assobio da Cobra”, está em cena até o dia 26 de Novembro, tendo já sido visto por 7.751 espectadores.

Texto: Sandra Adonis

Fotos: Teatro S. Luiz/EGEAC

15 Novembro, 2006 20:17