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À conversa com DJ POPPY

Rock in Rio Lisboa 2016

DJ PoppyA Somersby Pool Party, é uma das muitas atracções que a edição do Rock In Rio 2016 traz para enriquecer e dar vida à Tenda Electrónica logo pela tarde.
Ao comando dos DJ Sets estiveram presentes inúmeros DJs que animaram as tardes daquele espaço logo a partir das 17H00, para uma injecção de adrenalina e muita música electrónica.

Foi nesse contexto, que o Jornal Dínamo esteve à conversa com Iolanda Mendonça, mais conhecida por DJ Poppy, após mais uma actuação de sucesso que aqueceu a tarde na danceteria de serviço do Rock in Rio.
Iolanda Mendonça, nascida na Namíbia, vive desde a sua infância em Portugal.

Em menos de uma década, tornou-se numa referência nas mesas de mistura dos principais clubes portugueses.
DJ Poppy tem sido frequentemente referida como uma das melhores DJ nacionais, elevando a fasquia e o peso da responsabilidade de ser pioneira num círculo reservado aos homens.

JORNAL DÍNAMO: Iolanda, uma mulher entre homens. Ainda que seja cada vez mais comum, as mulheres no Djing, como encaras o peso de estares num circuito ainda tão fechado e dominado por homens?

DJ POPPY: Para mim é um orgulho e um privilégio, porque conheço a maior parte dos artistas portugueses. Já toco há 14 anos e já os conhecia antes de começar a pôr música. Temos uma grande amizade e eles sempre me apoiaram desde o início. Poderia ser aquela coisa do – ah não tens jeito -, mas sempre me incentivaram bastante. Adoro partilhar a cabine com eles, damo-nos super bem e sinto-me como um peixe na água, porque são homens e eu também sou um bocadinho mais masculina e encaro bem isso… sinto-me bem num mundo entre homens.

JD: Poppy, nasceste na Namíbia. Como é que uma mulher de sangue africano se apaixona pelas sonoridades da música electrónica. Como nasce essa paixão?

DJ PoppyDJ POPPY: Tem a ver com a experiência, com o facto de tocar fora e não me limitar a ser residente, porque acho que quando os DJs são residentes, ficam um bocado acomodados e não abrem tanto os horizontes. A mais valia foi ter começado a tocar fora… fora de Portugal e também no Norte. Costumo dizer que o Norte e o lado B e isso abriu-me muito mais o horizonte. Isso fez-me apaixonar pela música electrónica, apesar de eu vir do House e Deep House. Comecei no Alcântara a gostar de Techno, hoje já não acho tanta graça, gosto mais do Deep House e Teck House, ali a roçar (…) basicamente é isso.

JD: DJ Poppy, sinónimo de sensualidade e beleza, a despertar paixões nas pistas. Como lidas com o assédio por parte dos homens mais atrevidos do teu público?

DJ POPPY: Não tenho essa coisa dos homens se virem meter, por acaso até me respeitam. A imagem é muito importante, pode ser uma mais-valia se fores uma boa DJ, óptima DJ. É um acréscimo… e não deve ser mais do que “seres, boa profissional”, às vezes as pessoas baralham-se um bocadinho e perdem-se nessa ideia. Eu gosto de ser uma boa DJ, uma boa profissional daí ficar nervosa antes de entrar, transpiro das mãos. Acima de tudo respeito o meu público.
O ser bonita e sensual é um bónus e acho tem que vir com tudo o restante.

JD: E a responsabilidade de estar num restrito grupo dos melhores DJs Nacionais?

DJ POPPY: É óptimo, fico muito contente, aliás fiquei muito feliz com este convite. Toquei há 4 anos atrás, abri a tenda electrónica e é daquelas coisas que a gente pensa que só acontece uma vez na vida. Não tenho ambição… bem ambiciosos somos todos, mas não tenho a presunção de ter como garantido que vou tocar outra vez, até porque há que dar o lugar a outros. Estão sempre a aparecer novos artistas, com produções, etc… E estou super orgulhosa. Acho que qualquer artista sabe que tocar no RiR, é uma mais-valia muito grande.

JD: Qual a sensação de actuar num evento desta magnitude e quais os ingredientes fundamentais para uma noite de sucesso?

DJ POPPY: A boa disposição, e estar sempre atenta à pista. Nós trabalhamos também com aquilo que nos dão e acima de tudo é importante saber ler o público. Se não está muito cheio, nós temos que saber manter as pessoas que cá estão, se estiver cheio, melhor ainda (…) não é fácil, é uma pressão muito grande mas faz parte… Para já por ser Polo Party, também é uma novidade. Nós não sabíamos muito bem como isto ia acontecer mas estou sempre pronta para novos desafios e sou sempre a primeira a querer entrar nestes novos desafios.

Fotos: Liliana Moreira

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