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Do Céu caiu um Anjinnho

Centro Cultural da Malaposta

É já hoje, dia 11 de Janeiro, que estreia no Centro Cultural da Malaposta, o espectáculo “Do Céu Caiu um Anjinnho”, de Fernando Gomes.

Este é um espectáculo que fala de Amor, de Solidão e de muitos outros assuntos que a todos nós, toca bem de perto, mas sempre com o humor muito especial a que o actor e encenador Fernando Gomes, nos vem habituando, há já algum tempo.

Fernando GomesO Jornal DÍNAMO®, esteve à conversa com Fernando Gomes, que nos explicou acerca da ideia para este espectáculo. “Este é um espectáculo que me encomendaram para estrear em Viana do Castelo. Queriam uma comédia musicada e então apresentei esta história escrita por mim, inspirada em histórias que ouvi quando era miúdo. Ora a história passa-se nos anos 50, quando eu estava pelos meus 14 anos. Ouvia histórias dos vizinhos, da rapariga que tinha um amante, de outro que se portava mal, enfim aquelas histórias que se passavam nos bairros (eu nasci num bairro popular), e onde existem estas pessoas tipo. Na história há um padre por exemplo, porque o padre era uma pessoa muito importante, principalmente nessa altura. E pegando nestes assuntos, criei esta história que naturalmente é inventada, mas inspirada no tipo de personagens da época. Como era em Viana do Castelo que íamos estrear o espectáculo, eu resolvi situá-lo lá e foi sem dúvida muito bom, porque foi um êxito e as pessoas divertiram-se imenso. Havia mais citações acerca de Viana que foram retiradas para aqui, pois não faziam sentido, mas a história é a mesma e passa-se em Viana do Castelo. Na estreia estivemos sempre esgotados, no lindíssimo Teatro Municipal Sá de Miranda que é muito antigo. Entretanto o Manuel Coelho queria apresentá-lo aqui na Malaposta, onde também já tenho apresentado outros espectáculos e lá viemos de malas e bagagem e eu espero que aqui as pessoas também venham ver e gostem”.

“Do Céu caiu um Anjinnho”Em relação à história apresentada de uma forma humorista, Fernando Gomes, explica-a focando aspectos muito importantes e que não se podem esquecer. “Esta no fundo é uma história onde também se fala de solidão, da necessidade de amar, há por exemplo a personagem da espanhola. Ora eu sempre ouvi falar das mulheres espanholas fogosas. Nesta época havia muitas espanholas, na altura a trabalhar em cabarets e nos casinos, e as mulheres casadas tinham um medo desgraçado que elas lhes roubassem os maridos. Lembro-me que a minha Avó lhes chamava “Mantilhonas”, que era um pouco pejorativo e penso que este nome vem, do facto de elas usarem as mantilhas, tocarem castanholas e engatarem os homens (risos). Mas apesar de este ser um espectáculo para divertir, fala-se de coisas reais e de um problema que existe ainda hoje que são as relações familiares, pais com filhos. No caso é a relação do pai com uma filha, que hoje não sendo tão comum, ainda existe. No passado havia homens que tinham medo de se impor às mulheres e mesmo às filhas, hoje as coisas estão diferentes, mas ainda existem casos por aí. O facto deste homem se apaixonar por uma mulher de vida duvidosa, também não era propriamente um problema para ele, pois o passado para ele não interessa. Estes são alguns dos temas abordados, e que são de uma época, mas que continuam a ter alguma actualidade. Acima de tudo há uma coisa que é muito importante, que é o amor que deve ser para todos. Há mais um pormenor ainda. Eu resolvi situar esta história, num tempo em que ainda não havia televisão, e rádio era a companhia das famílias, daí haver intervenção de canções ao longo do espectáculo, porque é o imaginário das pessoas dessa época. Hoje há a televisão, as novelas, antes eram os folhetins radiofónicos que eram muito engraçados”.

“Do Céu caiu um Anjinnho”Quisemos também saber como é que Fernando Gomes, coordena a escrita, do texto com a encenação, para além de tratar também da cenografia e o guarda-roupa. “Bom, esta é também uma questão económica. O país está em crise, está toda a gente em crise, e eu não vou chorar pela crise, o que eu acho é que se tem que fazer sempre qualquer coisa para dar a volta às questões. Uma das coisas que fazemos é reciclar. O facto de o Manuel Coelho estar aqui no Centro Cultural da Malaposta e também no Teatro Municipal Sá de Miranda, faz com que consigamos fazer uma co-produção. Há muito guarda-roupa que se adapta de uns espectáculos para outros, quando tem cabimento fazê-lo. O cenário é também sempre feito com os aproveitamentos de outros cenários e aí também se poupa. Depois imagino como vai ser o cenário. Sei o que tem de ter, por causa da encenação e depois o Porfírio Barbosa, que é do Teatro Municipal Sá de Miranda, que é um belíssimo executante, é um artista, imagina e recria aquilo que eu lhe passo. Posso dizer que muitos dos pormenores têm o seu toque pessoal. Em conversa comigo, eu explico-lhe o que quero e a partir daí a criatividade é dele e com extremo bom gosto. Eu acho que se tem de mandar as mãos um pouco a tudo e eu também já estou habituado, porque quando comecei a fazer espectáculos produzidos por mim, no princípio dos anos 80, houve inclusive roupas que era eu que costurava e alguns dos cenários também era eu que executava, tudo também com a ajuda dos actores. Posso dizer que isso é uma coisa que me dá muito prazer, tentar fazer o melhor com os recursos que temos”.

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