Sónia Adonis Jewellery
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David Fonseca, Artista

Entrevista

Depois de em Março deste ano ter editado a primeira parte de um trabalho que dividiu em dois, de nome “Seasons – Rising”… chegou a altura de David Fonseca, apresentar a segunda parte, mesmo no começo do Outono e a que deu o nome de “Seasons – Falling”.

Foi sobre este último que o Jornal Dínamo®, entrevistou o Artista, numa conversa com a informalidade e simpatia a que já nos habituou.

J.D. – Fala-me desta ideia de lançar um trabalho em duas fases do ano: “Seasons – Rising” em Março deste ano e agora em Setembro “Seasons – Falling”. São 11 inéditos e 2 temas extra?

D.F. – Esta foi uma ideia meio louca, porque o ano passado eu queria fazer um disco novo mas não queria repetir a ideia de fazer várias canções e agrupar mais aquelas que tivessem a ver com um todo. A certa altura ocorreu-me que seria interessante, em vez de fazer um disco, fazer canções ao longo de um ano inteiro e depois usar isso como um diário musical. Ou seja, fazia uma música por exemplo dia 23 de Março, depois fazia uma a 4 de Abril e por aí adiante. Tive esta ideia em Fevereiro e portanto já não deu para a começar em Janeiro e então acabei primeiro que tudo, por arranjar uma noção de espaço/ temporal e aí decidi usar as estações do ano, começando precisamente no dia em que a Primavera começou. Inicialmente para ser franco achei que a ideia não ia resultar e que basicamente iria tentar fazer músicas mas que depois elas não se iriam conjugar, mas foi de tal forma entusiasmante que a ideia acabou por não resultar num disco, mas em dois. Quando decidimos lançar um disco e não os dois ao mesmo tempo, pensei junto com a editora que seria mais interessante lança-lo da mesma forma que ele foi feito, cada um com o intervalo de 6 meses. Este trabalho é precisamente acerca destes 6 meses que se vão passar agora. No fundo, o “Seasons – Rising” fala da Primavera e do Verão e o “Seasons – Falling”, do Outono e do Inverno.

J.D. – “All That I Wanted”, o 1º single de “Seasons – Falling”, é uma música bastante emotiva, e se “Seasons – Rising” nos mostrou um universo mais electrónico e rock, este, “Seasons – Falling” tem mais patente o universo do song-writing e do acústico?

D.F. – Sim, talvez sim. Este trabalho também tem algumas músicas mais agitadas, mas o tom geral deste disco é completamente diferente do outro, apesar de eu o conseguir perceber bem em continuidade. Penso que isso tem a ver com o facto de que, quando comecei o projecto tudo estar muito fresco, ou seja a ideia de fazer um projecto juntou-se à energia toda com que eu também estava e eu acho que as primeiras canções são muito fruto disso e do facto de eu estar em digressão. As coisas que acontecem são radicalmente diferentes. Como o primeiro disco fala de coisas específicas desses dias, é normal que o primeiro disco seja mais agitado do que este, que basicamente foi todo feito em casa durante 6 meses em que praticamente não toquei. Por isso é normal que exista uma grande diferença entre os dois trabalhos, apesar de que quando eu os oiço juntos fazem muita lógica. Em termos sonoros há muitas coisas que os unem, mas no segundo nota-se um pouco mais de melancolia.

J.D. – Também há duas cantoras (quem são compositoras), que colaboram neste trabalho. A Luísa Sobral e a Mallu Magalhães. Fala-me um pouco destas duas músicas?

D.F. – Eu actuei no Rock in Rio com a Mallu Magalhães, mas antes de a conhecer, ouvi o trabalho dela e sugeri-lhe logo fazermos esta canção “Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday”, quando ela cá viesse, e quando lhe enviei a canção, ela adorou. Depois da actuação no Rock in Rio, gravámos a canção. Eu acho que esta música tem tudo a ver com a Mallu, é uma canção muito descontraída que tem também muito a ver com a forma como ela faz música, que é uma forma muito livre e muito solta. Em relação à Luísa Sobral foi um pouco diferente. Eu sou fã do trabalho da Luísa desde que o primeiro disco dela saiu. Nessa altura eu coloquei logo o vídeo no meu Facebook, a dizer que adorava o trabalho dela também porque tem muitos pontos de contacto com a minha música e apesar de o nosso universo ser um pouco diferente, nós temos muitos pontos de contacto na forma de trabalhar, de compor, no facto de sermos os dois compositores, autores, cantautores, pelo facto de cantarmos os dois em inglês, em português, noutras línguas e porque os espectáculos da Luísa, não têm só a ver com música… têm também um lado meio teatral. Resumindo, mal a ouvi, pensei logo que gostava de trabalhar com ela. Uma das músicas que eu fiz para este disco é uma música que fala de duas pessoas e em que existe um diálogo. Então telefonei-lhe e perguntei-lhe se ela não gostaria de experimentar. Ela ouviu o “It Shall Pass”, gostou muito da música e acabámos por estar um dia em estúdio e cantámos esta canção juntos.

J.D. – Reencontraste-te também com o Mário Barreiros que produziu os teus dois primeiros trabalhos a solo, e que desta vez foi responsável pela bateria nas canções “At Your Door” e “Heartbroken”?

seasons-fallingD.F. – Sim, ele produziu os meus primeiros dois trabalhos a solo e os discos dos Silence 4. O Mário é um dos meus amigos de longa data, que me ensinou muitas coisas e que eu tive o prazer de reencontrar neste disco porque eu tinha duas canções que achava que eram a cara dele. O instrumento do Mário, apesar de ele ser multi-instrumentista é a bateria. Entretanto ele ouviu as canções disse-me logo que sim, e adorou participar e sem dúvida foi um dia incrível em estúdio. Sem dúvida eu acho que ele é um dos maiores bateristas portugueses, diria até um dos maiores músicos portugueses de sempre e ele acabou por dar também o seu cunho às canções. Foi óptimo revê-lo em estúdio porque eu ver, vejo-o muitas vezes, mas trabalhar com ele é sempre muito bom.

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