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RiR Live Report – Dia 19 de Maio

Rock in Rio Lisboa 2016

Fotorreportagem

Trinta anos, dezasseis edições, oito milhões de pessoas e uma viagem que começou no Brasil, fixou-se em Portugal e visitou Espanha e os EUA.
O Rock in Rio é um “cluster” de sucesso e claro está, o maior evento de música do mundo que este ano traz a Portugal mais uma edição marcada pela diversidade musical, não traindo claro a espinha dorsal do RiR, o Rock na Cidade.

Para o primeiro dia, a organização não deixou por mãos alheias as apresentações e a cidade do rock rejubilou com 3 monstros do rock.
Se por um lado os Stereophonics trazem a Lisboa a britpop dos anos 90, descendentes dos Oásis, os Xutos e Pontapés recuperam a nostalgia dos primeiros passos do rock português até à actualidade. Há contudo que ser honesto e que referir que as 67 mil pessoas que afluíram ao Parque da Bela Vista, estavam de pedra e cal para Bruce Springsteen, popularizado por Boss – e quem já assistiu a um concerto, percebe bem a alcunha.

RockinRio Abertura da 30ª Edição

A abertura da edição de 2016, foi preparada ao pormenor e os diversos espaços a que o RiR já nos habitou, estão repletos de atracções para os presentes se entreterem antes e entre os espectáculos: uma Rock Street ou uma Dance Street, atracções mais ou menos radicais como a emblemática roda gigante ou o Slide por cima das cabeças da assistência do Palco Mundo. Nada é deixado ao acaso bem como as sonoridades mais independentes que passam pelo crivo do Palco Vodafone ou a danceteria de serviço, com a Tenda Electrónica.

Rock Old School

A tarde, parecia amena mas ameaçava ser fria para a noite, mas nada que os corações dos seguidores do Boss não fossem aquecer ao longo da noite.
O início da tarde ficaria marcado com a apresentação do “Rock in Rio – O Musical”. Integrado no âmbito das comemorações dos 30 anos do evento, o espectáculo marcará presença em todos os dias do evento, transportando os presentes a uma viagem com 30 anos de história devidamente coreografados e recriando os grandes temas que marcaram as dezasseis edições do evento.
Por essa altura, já os The Sunflowers e os Keep Razors Sharp haviam actuado no Palco Vodafone.

RockinRio Pelas 20H00 e sem atraso, uma das bandas que emergiu do cenário da britpop na década de 90, os Stereophonics, subiriam ao Palco Mundo, dois anos após terem estando em Lisboa, desta vez para apresentar o álbum lançado em 2015, “Keep the Village Alive”.
Na abertura, o tema “C’est La Vie” marcaria o reencontro com o público português. O concerto embora morno, conseguiu cativar a atenção dos presentes para cantarem alguns temas de carreira, no regresso aos originais dos trabalhos dos britânicos, que editaram em 97 o primeiro disco de originais, “World Gets Around”. Desde então não mais pararam entre novos lançamentos e tours internacionais.

Temas como “Vegas”, “Superman”, “White Lilies” entre outros sucessos, foram um bom entretenimento para os presentes, mas sem grandes entusiasmos tanto do público como da banda, que pautou por uma apresentação morna.
A encerrar, o tema mais conhecido da banda “Dakota” do álbum de 2005, “Language, Sex, Violence. Other?”.

O concerto terminaria por volta das 22H00, estando já uma assistência composta para por de fora as garras rockeiras, numa viagem nostálgica que nasceu em 1978, na ressaca de uma democracia muito jovial e de uma cultura portuguesa palpitante para o pós-punk.

Senhoras e Senhores, Xutos & Pontapés

É verdade! Não deve existir uma alminha neste bocado de terra no extremo ocidente da Europa, que não tenha assistido a um concerto dos Xutos.
Portugal mais português não existiria se não tivéssemos uma bandeira rockeira e não existirão melhores embaixadores do que os Xutos e Pontapés.

RockinRio Zé Pedro, Tim, João Cabeleira, Kalú e Gui, são nomes que estão cravados na rocha do rock lusitano, para muitos os artesãos do que é o rock nacional.
Sim, eles foram os primeiros, eles passaram por aquilo que qualquer banda de rock passou (Sex, drugs and rock&roll), mas por cá andam, ilesos e persistentes… E no primeiro dia do RiR, dedicado aos monstros do rock, os senhores da velha casinha teriam que estar, e estiveram para uma noite de amor com mútuas declarações tanto da banda como do público.

Como Zé Pedro afirmou, a razão de estarem ali era o público e o público aos Xutos sabe retribuir com carinho e ovação. Até podemos nos cansar dos Xutos, até podemos às vezes intentar um longo jejum voluntário de músicas como “Circo de Feras” ou “Maria”, mas o filho pródigo a casa do seu pai retorna e nós somos assim, se estão os Xutos, sabemos bem entoar os hinos da banda monolítica do nosso rock.

É um imperativo quase anti-patriótico ter estado no RiR e não saber cantar com restantes 66999 pessoas os “Contentores”, “Não sou o único”, “Homem do Leme”(…).

Foi uma noite em que a Cidade do Rock estava mais uma vez a reconfirmar aquele sacramento canónico do crisma ao amor que os portugueses têm e terão (para muitos um guilty pleasure) aos Xutos e Pontapés.
Claro, no encerramento da actuação e com as saudades merecidas, “Casinha” em uníssono.

continua >>>

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