Sónia Adonis Jewellery
Visitar Goste da página Facebook Contacte Adonis Jewellery

Festival NOS | Dia 3

“NOS Primavera Sound” 2015

A maratona musical mais alternativa de Portugal e uma das mais em voga pela europa fora, entrou no terceiro dia, com a turma de festivaleiros a acusar já o cansaço.
Durante os três dias da edição de 2015 do “NOS Primavera Sound”, passaram perto de 77 mil festivaleiros que de pedra e cal se fixaram no Parque da Cidade do Porto e de lá só sairiam a altas horas da madrugada.

Este terceiro dia, era o repto para o encerramento memorável desta que foi a quarta edição e que graças a parceria de sucesso entre a NOS e o PRIMAVERA SOUND, já tem datas agendadas para a edição de 2015.

Este último dia, embora com bons nomes em cartaz, não teve contudo a mesma afluência que dos dias anteriores, não obstante, que o dia tenha começado logo por primar pela qualidade nacional.

O bandido do Manuel da Cruz

Manuel da CruzEste que é um dos mais criativos artistas e com extensa actividade musical (Ex-Ornatos Violeta, tendo também integrado projectos como os Pluto, Supernada ou Foge Foge Bandido) no panorama nacional, com a sua simplicidade e inigualável simpatia, trouxe ao Palco Super Bock o seu mais recente projecto, “Estação de Serviço”.

Há por vezes um saudosismo dos verdadeiros percursores de projectos nacionais de qualidade, que nos trazem belos temas que marcaram os anos 80 e 90 e Manuel da Cruz é exemplo disso… um artista singular que constrói mundos paralelos em torno de temáticas sobre o amor e até mesmo sobre si próprio, numa improvável “fusão de fado e electrónica” que só em artistas como Rodrigo Leão, encontraremos comparação.

Durante aproximadamente 50 minutos foram apresentadas novas canções, mas foi no cancioneiro de Manuel da Cruz que se focou a actuação, revisitando alguns temas de carreira como “Ócio” dos Supernada, “Estou Pronto” dos Foge Foge Bandido assim como a efusiva “Canção da Canção Triste”, esta que foi recebida sobre um enorme entusiasmo dos presentes, sendo esta uma homenagem do público mais que merecida a Manuel da Cruz.

Recentemente a influente revista online norte-americana Pitchfork considerou este um dos melhores concertos do Primavera, rasgando vários elogios ao artista, onde o crítico de música Evan Minsker tece a feliz consideração que enche qualquer português de orgulho – “Várias das suas canções são inspiradas pelo fado, mas o uso de electrónica dá-lhes um ar contemporâneo”.

Damien Rice – Entre as bandas sonoras dos filmes e a liberdade reclamada

O irlandês Damien Rice é daqueles artistas que trazem momentos de rara magia à música e de serenidade, por vezes melancólica que herdou da sua experiência quase nómada adquirida durante um ano de itinerância pela Europa, onde tocou nas ruas… forma que assume terapêutica para resolução de alguns conflitos que necessariamente teria que resolver.

Em carteira trouxe três álbuns e muitos sucessos que se espalharam pelo mundo, um pouco à conta de temas que integraram bandas sonoras de filmes como “Closer” ou “Shrek, O Terceiro”.

Damien RiceA amena paz de espírito que se vivenciou no público, contrasteou com o anterior concerto dos Foxygen que havia sido de euforia enérgica. Contudo o Primavera é isto mesmo, uma variação caracterizada pela bipolaridade, que pode de um momento para o outro viajar entre a euforia (recorde-se o concerto de Belle and Sebastian) até à intensidade teatral e quase trágica dos Antony and the Johnson.

Em Damien Rice, a amenidade corresponde à música e o processo materializado na actuação do irlandês é cândido e sem lugares a euforias.
O anfiteatro do Parque da Cidade encheu-se e a tradicional toalha do piquenique serviu para gente sentada ou deitada apreciar boa música e boa cerveja, bem como um concerto que foi sem dúvida um momento de relacionamento muito pessoal e íntimo entre cada pessoa do público com o artista.

A voz cromática sussurrou sem grandes abstracções ao coração dos fãs as canções de amor como “The Box”, “Cannonball” , “Delicate”, “I Remember”, ou o aclamado tema “The Blower’s Daughter” que fez a plateia, elevar telemóveis e isqueiros.
Por altura do fim do concerto, a brisa marinha já andava a aprontar das suas, mas a máquina não parou e seguir-se-iam os concertos nos demais palcos do Primavera.

Death Cab For Cutie – O merecido concerto

Nós por cá, optámos mais uma vez por fazer algumas escolhas, e os Death Cab For Cutie, foram a escolha óbvia.
Estes que na primeira edição do Primavera Sound do Porto viram o concerto cancelado por motivos técnicos, regressaram três anos depois para consolo de seguidores lusos que nunca haviam visto os norte-americanos ao vivo em Portugal.

Death Cab For CutieEste, foi um projecto que nasceu apenas com o fundador do grupo Ben Gibbard, juntando-se mais tarde os demais membros, Chris Walla (que acompanhou o projecto desde o início na produção dos trabalhos discográficos), Nicholas Harmmer e Jason McGerr.

Death Cab For Cutie têm no seu ADN a herança genética do rock que aliadas ao pop estabelecem elos com a electrónica num som que se funde, tendo contribuído de corpo e alma para a criação de álbuns como “Plans”, “Narrow Stairs”, “Codes and Keys” ou o mais recente trabalho de estúdio “Kintsugi”.

Comentar

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
RSS
Instagram