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BONS SONS PARA ALÉM DA MÚSICA

Cinema, conversas, percursos, oficinas e actividades para toda a família

| De 6 a 9 de Agosto, Cem Soldos volta a transformar-se numa aldeia-festival, onde a música se cruza com o património, a natureza, a criação artística e a participação da comunidade, este ano, sob a ideia de resistência.

Para além da programação musical, o BONS SONS volta a ocupar toda a aldeia com uma programação que reúne cinema, conversas, percursos, oficinas, exposições e actividades para todas as idades.

Artes performativas

Entre os destaques está a parceria com a Materiais Diversos, que apresenta duas propostas de criação contemporânea: Conto Preto, obra coreográfica de Nala e que cruza as espiritualidades do Candomblé com a cultura ballroom, celebrando a ancestralidade, a identidade e a resistência de corpos negros e queer; e Fazer Ideia, de João Grilo & Inês Campos, uma performance entre texto, gestos coreografados, lipsync, música ao vivo e acções simbólicas, uma coreografia social onde público e performers, em diálogo com o lugar e o contexto, partilham tempo, escuta e presença.

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Conversas e debates

Em parceria com o Gerador, realiza-se um ciclo de conversas dedicado ao conceito de lugar. Ao longo dos quatro dias do festival, nomes de diferentes áreas reflectem sobre o futuro, a liberdade artística, a diversidade de vozes e o papel das comunidades, com a participação de Leonor Rosas, Paulo Lopes Silva, Mynda Guevara, Ana Paula Costa, Maria João Valente Rosa, Magda Henriques e Rita Cortezão.

A programação inclui ainda Um País Morto Não Pode Fazer Uma Cultura Viva, conversa promovida pela Fundação José Saramago, moderada por Ricardo Viel, com Patrícia Portela e Sérgio Machado Letria para reflectir sobre cultura, desigualdades e intervenção artística a partir da obra de José Saramago.

No âmbito do concerto de Luca Argel, o músico e escritor participa numa conversa com a sexóloga Tânia Graça, sobre a situação do homem e da masculinidade hoje em dia, enquanto “A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria” promove Eu Fui ao Mar às Laranjas, encontro sobre criação de públicos, democratização do património imaterial e preservação do arquivo audiovisual, com Tiago Pereira, João Moura e Nuno Costa.

Cinema

Curtas em Flagrante, mostra itinerante de curtas-metragens de língua oficial portuguesa, regressa ao BONS SONS com três sessões no Auditório Agostinho da Silva, incluindo uma especialmente dedicada ao público infantil.

A música portuguesa chega também ao grande ecrã através de longas-metragens, com dois documentários: Paraíso, realizado por Daniel Mota, e produzido por João Ervedosa e Maria Guedes, que revisita o nascimento da cultura rave em Portugal e a evolução da música electrónica nacional, e Percursos Alternativos – Ecos de Garagem: o Rock em Viseu nos anos 80 a 90”, realizado por Rui Mota Pinto, com produção de Ana Bento, dedicado à cena musical alternativa viseense das décadas de 1980 e 1990.

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Percursos

Entre as propostas para descobrir a aldeia destaca-se o percurso sonoro Cem Soldos para além do BONS SONS, criado por Ana Bento e Bruno Pinto, que convida o público a percorrer as ruas de auscultadores, revelando histórias, memórias e sons que aproximam visitantes e comunidade.

A associação 30POR1LINHA dinamiza novamente os Percursos Interpretativos da Biodiversidade, que dão a conhecer o património natural de Cem Soldos através da observação da fauna, flora e ecossistemas locais. Este ano, os percursos incluem ainda a oficina Bandeiras da Diversidade, orientada por Rute Campanha, que transforma a experiência de descoberta da natureza numa criação artística colectiva.
 

Oficinas

Oficina Fritta apresenta duas propostas participativas: Okupamos Cem Soldos, uma oficina de criação colectiva de espaços de encontro a partir de materiais modulares, e O Dragão Maria João, dedicada à construção colaborativa de criaturas imaginárias que irão ocupar diferentes locais da aldeia ao longo do festival.

A programação inclui ainda uma Oficina de Canto e Toque Coletivo, com Liliana Abreu, que convida participantes de todas as idades a explorar o canto colectivo e o adufe através de repertório tradicional e contemporâneo.

A 30POR1LINHA promove também a oficina-jogo O Que Esconde a Aldeia, uma caça ao tesouro destinada a crianças e famílias que incentiva o contacto com os habitantes e as histórias de Cem Soldos.

Em parceria com a ECOX, que colabora com o BONS SONS no âmbito do plano de sustentabilidade, realiza-se o workshop Do Óleo ao Sabão, dedicado à reutilização de óleo alimentar usado e aos princípios da economia circular.

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Exposição

Nos 20 anos do festival, a exposição 20 Anos, Aqui o Futuro Faz-se celebra o BONS SONS através do olhar das crianças e jovens de Cem Soldos. Desenvolvida em parceria com a SCOCS – Associação Cultural, a APEECS – Associação de Pais e Encarregados de Educação de Cem Soldos e a Escola do 1.º Ciclo de Cem Soldos – Agrupamento de Escolas Nuno Álvares de Santa Maria, reúne vídeos, entrevistas e um manifesto colectivo que reflectem sobre a relação entre a comunidade e o festival.

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Programação para toda a família

A programação para famílias volta a contar com a AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, dedicada ao Burro de Miranda, volta ao BONS SONS. Ao longo dos quatro dias do festival realizam-se a Aula do Burro, Caminhadas com os Burros, o Jogo do Burro e a actividade Veterinário por um Dia.

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A música tem também um espaço dedicado aos mais novos, com Sessões de Música para Bebés e Crianças, desenvolvidas a partir da Teoria de Aprendizagem Musical de Edwin Gordon, e com a Oficina de Instrumentos Musicais e Danças Tradicionais Portuguesas, orientada por Pedro Sousa, Vera Nunes e Ricardo Nunes.

Em parceria artística com Rui Paixão e Dona Edite, chega ainda o espectáculo Febre de Burro, produção dos Holy Clowns, concebida para contextos rurais e que estabelece uma relação próxima entre artistas, comunidade, natureza e território; e o espectáculo A Quinta dos Animais, de Inês Fonseca Santos, a partir da obra A Quinta dos Animais, de George Orwell, com encenação de Tonan Quito e interpretação de Cláudia Gaiolas.

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Será possível participar no jogo Cem Soldos, Cem Moedas, que desafia visitantes de todas as idades a descobrir as cem moedas espalhadas pelas ruas da aldeia, criadas a partir de desenhos das crianças do Jardim de Infância e da Escola Básica de Cem Soldos, numa iniciativa que homenageia o nome e a história da aldeia.

Toda a programação paralela decorre entre 6 e 9 de Agosto, em diferentes espaços de Cem Soldos. Os horários dos concertos e o programa completo podem ser consultados em breve em www.bonssons.pt.

Jornal DÍNAMO
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