| É provável que já tenhamos imaginado com tantas campanhas políticas que têm havido e com tantos filmes sobre este tema que nada é aquilo que imaginamos, e que por de trás de um candidato, muita coisa se passa.
“Nos Idos de Março”, mostra-nos de uma forma bem crua, o que pode ser uma campanha eleitoral, ainda que primária de um candidato muito específico.
Este é um filme que nos faz pensar e repensar muitas das campanhas, já realizadas, na América e não só, em que até acreditamos que um dos candidatos poderá fazer a diferença, no meio de tanta hipocrisia e invenções, em prol de um só fim: o poder.
Mas não ficamos por aqui… e não, não irei levantar a ponta do véu sobre este filme que deve ser visto, sem pré-conceitos, e com olhos de quem não viu ainda nada.
Sentei-me sem saber bem o que esperar do filme, mas fui com expectativas altas… expectativas tais que me fizeram sair da sala de cinema com uma ideia bem mais nítida sobre alguns pressupostos sobre a política… e a pensar que mesmo quem entra na política com ideias de jogar limpo, sairá engolido pela máquina, porque ou existe um grande jogo de cintura ou não há buracos no cinto que cheguem.
George Clooney, mostra mais uma vez que está como peixe na água, na realização, e como actor encontra-se no seu melhor, mas não podemos deixar de falar do elenco de luxo que o acompanha, tal como o jovem actor Ryan Gosling, muito distante do papel que protagonizou em “Amor Louco e Doido”, que mostra ser multifacetado, quer esteja a desempenhar uma personagem num drama, ou numa comédia.

“Nos Idos de Março” acompanha os frenéticos últimos dias que antecedem as fortemente disputadas eleições primárias em Ohio, quando um assessor de imprensa (Ryan Gosling) se vê envolvido num escândalo político que ameaça a possibilidade de ascensão à presidência do candidato que representa.
Apesar de Stephen Myers (personagem que Ryan Gosling desempenha), mostrar que tem uma grande ambição e o tal jogo de cintura, tenta pelo meio gerir uma campanha, que dê a vitória certa ao seu candidato (Governador Mike Morris), protagonizado por George Clooney, acreditando que mesmo não sendo um santo, ele poderá ser uma boa alternativa para a mudança do país… mas será que as coisas são aquilo que ele pensa?
Uma coisa é certa, no ambiente de campanha política, há que ver todos os ângulos, porque num jogo poderoso, só há duas posições: ou se ganha ou se é um perdedor.
Do elenco, fazem igualmente parte os actores Philip Seymour Hoffman como Paul Zara, Paul Giamatti que desempenha o papel de Tom Duffy (e que daqui a uns dias teremos presente no 5º Lisbon & Estoril Film Festival), Evan Rachel Wood como Molly Stearns, Marisa Tomei no papel da Jornalista Ida Horowicz, Jeffrey Wright como Senator Thompson, e Gregory Itzin no papel de Jack Stearns.
Fotos: Zon Lusomundo


