106 anos, pleno de aventuras
Uns amavam a sua arte, outros nem por isso. O que é inegável é a força e determinação do Cineasta Manoel de Oliveira que hoje nos deixou aos 106 anos de idade.
Era o mais antigo Realizador vivo no activo e foi neste estado que nos deixou hoje a 2 de Abril, um pouco mais pobres pessoal e culturalmente.
Natural da Freguesia de Cedofeita, na Cidade do Porto, foi mais do que um dedicado ao seu amor – o cinema.
Antes disso foi atleta, tendo sido campeão de Salto à Vara e atleta do Sport Clube do Porto, dedicando-se também ao automobilismo.
Boémio por natureza participou de variadíssimas tertúlias, no “Café Diana”, na Póvoa de Varzim, onde se encontrava com inúmeras personalidades da vida cultural, entre eles José Régio e Agustina Bessa Luís.
Aos 106 anos fecha os olhos, mas a sua obra continua de olhos bem abertos.
Era um homem com um olhar curioso, que sempre viu o cinema por um prisma muito próprio e com uma estética única.
Mais projectos tinha e se cá continuasse, continuaria a trabalhar. Era essa a sua génese.
32 longas-metragens, 16 médias e curtas-metragens, 9 documentários, e 5 presenças em filmes como actor, e supervisor em 2.
Este é o legado que nos deixa, para além da pessoa que dedicou uma vida à cultura e à 7ª Arte, e que lhe granjeou 14 prémios e galardões.
O Jornal Dínamo®, deixa aqui uma homenagem ao homem e ao profissional Manoel de Oliveira que colocou o país no mapa do mundo e no cinema intemporal.
Até sempre e um grande obrigado pelo seu legado.


