Lykke Li

Lykke Li, que se caracteriza pela versatilidade e fluidez de som, afirma que “I Never Learn”, será semblante de cargas emocionais extremamente melancólicas. Este é um disco que naturalmente contará a sua experiência recente.

Ao escutar o primeiro tema e homónimo “I Never Learn”, não posso deixar de fazer uma breve analogia com o último trabalho de PJ Harvey – “Let England Shake”, nomeadamente “The Glorious Land”, onde a guitarra acústica assume o comando da faixa, correndo o risco de se tornar um épico, pela simplicidade e beleza que adquire ao longo dos breves 3 minutos.

Esta balada é um pequeno prólogo do seu recente trabalho, carregado de desilusão e referências aos períodos mais conturbados da sua vida afectiva.

Sucede-se então “No Rest For The Wicked” onde há uma clara substituição da guitarra pelo piano, garantindo ainda mais uma carga emotiva ao tema que naturalmente assenta em claros sentimentos de vergonha e apatia perante as questões frustradas das relações amorosas.

De destacar que Lykke Li, recruta para uma versão alternativa, o rapper norte- americano A$AP Rocky, que anteriormente já havia colaborado com Lana Del Rey em “National Anthem” e Florence Welsh em “ I Come Apart”.

“Just Like a Dream” e “SilverLine”, são mais duas baladas a preencher o drama de Lykke Li, que não são mais do que a continuidade literária dos temas anteriores onde Li continua a cavar um buraco onde a mesma assume estar enfiada, com laivos de ilusão e esperança que rapidamente se desmorona na sua contínua espiral depressiva.

“Gunshot”, claramente é um dos pontos altos do disco, assim como se pode considerar bastante interessante “Heart of Steel” com coros bem canalizados à música gospel.

Em suma, “I Never Learn” é claramente um álbum conceptual e intimista que desbrava os sentimentos mais tenebrosos e aterradores que pelos experimentalismos de Lykke Li, reflectem cada um de nós no processo de luto, adaptação e reconstrução do Ego assim como na procura do lugar que pretendemos assumir, para dar continuidade ao processo de maturação e blindagem das emoções mais obscuras.

Fonte: Citação da “Time”
Foto: Site Oficial Lykke Li

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